Ação Política Híbrida e a Dissolução da Cidadania

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/rfmc.v8i3.34494

Palavras-chave:

Discurso. Estratégia. Máquina. Subjetivação. Fabricação.

Resumo

O objetivo do artigo é reconhecer e analisar determinadas reflexões conceituais acerca da ação política que apresentem as formas mecânicas ou funcionais, indicando estratégias do agir autônomas em relação aos aspectos discursivos. Nossa hipótese é a de que categorias tradicionais, tais como a soberania, a representação, as instituições do Estado e da sociedade civil são insuficientes como instrumentos de compreensão do político. A questão central é a de que os regimes de produção de subjetividades encontram sua maior eficácia na intersecção ou nas fronteiras entre os modos discursivos e os funcionais. Busca-se introduzir aspectos de certa filosofia contemporânea que, antecedendo o capitalismo de vigilância e suas tecnopolíticas, já se debruçava sobre a fabricação e as máquinas enquanto elementos dos processos de condução das vidas individuais e coletivas.

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Biografia do Autor

Edson Teles, Universidade Federal de São Paulo, Unifesp

Professor de filosofia política no curso de graduação em Filosofia e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde coordena o Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF/Unifesp). Coordena também o FiloPol - núcleo de filosofia e política (Unifesp/CNPq). Doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP).

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Publicado

2021-01-31

Como Citar

TELES, E. Ação Política Híbrida e a Dissolução da Cidadania. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 81–103, 2021. DOI: 10.26512/rfmc.v8i3.34494. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/fmc/article/view/34494. Acesso em: 27 nov. 2021.