A Domesticação da visão
DOI:
https://doi.org/10.18830/issn2238-362X.v15.n2.2025.06Palabras clave:
câmara escura, máquina fotográfica, perspectiva, fragmentação, cidade modernaResumen
Este artigo explica como o mundo da representação mimética a partir do quattrocento deu-se através dos instrumentos ópticos e principalmente da câmara escura, e esta representação teve sua materialização e estruturação na arquitetura e na cidade para que as leis da perspectiva, o efeito de profundidade efetivamente se realizasse e produzisse o efeito de perspectiva, porque até então, era impossível na cidade medieval. Tal estruturação das cidades e do modo de ver o mundo ocasionou um distanciamento entre sujeito e objeto, incluso entre os próprios objetos para que tal (De)feito pudesse se concretizar. O artigo está dividido em duas partes: uma primeira, ‘A máquina de fragmentos’, onde se aborda a utilização dos instrumentos óticos principalmente a câmara escura, a veduta de Alberti, o peep show de Brunelleschi nas construções dessas representações. Uma segunda, ‘Arquiteturas do distanciamento’, onde se aborda a questão do distanciamento entre os edifícios na estruturação das cidades segundo as exigências da câmara escura: luz e distancia; assim evidenciando brevemente três modelos de cidades desde o renascimento até a modernidade, quando se fragmentou o conceito de integridade corpo-cidade medieval, posteriormente também as cidades tabuleiro, estabelecida pela quadricula de base do plano da representação em perspectiva, até chegar a idéia de isolamento, fragmentação, e a liberação total do objeto, do edifício, ainda ditada pela fotografia.
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