v. 14 n. 1 (2024): RES 1-2024
Há uma guerra digital mundial, conduzida por transnacionais sígnicas, que nos afeta diariamente. Há genocídios de neurônios a cada dia. Não perceber isso significa, apenas, que se é mais afetado por ela do que se consegue suportar. Temos de reaprender a pensar para começar a pensar sob novos fundamentos. Há uma guerra mental que faz o colonizado bater continência para o livro senhorial. Essa atitude está tão presente na universidade brasileira que nem sequer é percebida. Em vez de se pensar problemas, autores das metrópoles delimitam aí o que pensar: tomados como referência, são sóis para que se “reflita” na colônia (que diz Estado soberano, sem ser). Não se está propondo aqui ignorar o que autores europeus ou norte-americanos publicaram: o problema está em supor que eles são a dimensão do que se possa considerar ciência, filosofia ou arte, quando o fato de quererem controlar outros países escondendo essa ânsia de dominação faz com que não consigam aprofundar o próprio pensamento. O ponto de vista deles não é o nosso.
ISSN 2238-362X

