Práticas de ciência aberta na pesquisa acadêmica latino-americana durante o período 2000-2024
uma análise exploratória por meio de revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.26512/rici.v19.n2.2026.59924Palavras-chave:
América Latina, ciência aberta, práticas de ciência aberta, revisão de alcanceResumo
A ciência na América Latina enfrenta limitações estruturais de financiamento, visibilidade e infraestrutura, o que reforça a relevância da ciência aberta como estratégia para democratizar o conhecimento, fortalecer a colaboração regional e impulsionar a inovação. No entanto, a literatura existente é fragmentada e carece de sistematização. Objetivo: O objetivo desta revisão de escopo foi analisar e caracterizar as práticas de ciência aberta na pesquisa acadêmica latino-americana (2000-2024). Método: Foi aplicado o protocolo PRISMA-ScR e a estratégia PCC (População, Conceito, Contexto), com registro prospectivo no Open Science Framework. Entre setembro de 2024 e julho de 2025, foram realizadas pesquisas em seis bases (Google Scholar, Redalyc, SciELO, Scopus, Web of Science e LA Referencia), identificando-se 533 registros; após a depuração, foram incluídos 28 documentos. Resultados: Os resultados mostram predominância de artigos em português e forte concentração no Brasil, seguido pela Colômbia, Argentina, Peru e Venezuela. As práticas mais documentadas foram acesso aberto (23) e dados abertos de pesquisa (19), seguidas por avaliação aberta (12), ciência cidadã (8), educação aberta (7), infraestrutura científica aberta (7), políticas de ciência aberta (5) e reprodutibilidade (1). Conclusões: Reconhecer que a consolidação da ciência aberta na região, apesar dos avanços alcançados, ainda depende da superação de barreiras culturais, normativas e tecnológicas, bem como da formulação de políticas integradas, de incentivos e do fortalecimento institucional.
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