Pluralimo, Monismo e Relativismo Lógico

Palavras-chave: monismo lógico, pluralismo lógico, relativismo lógico, paraconsistentização

Resumo

Existe apenas uma lógica adequada? Ou há várias lógicas igualmente adequadas? O que significa, afinal, dizer que lógicas diferentes podem ser igualmente adequadas? E elas seriam adequadas com relação a quê? Este artigo pretende analisar as diferentes respostas a estas perguntas, ou seja, avaliaremos os argumentos centrais do debate entre pluralismo, relativismo e monismo lógico. Explicitaremos, por um lado, os principais pressupostos desta discussão e, por outro, suas ramificações filosóficas. Terminaremos indicando o desenvolvimento de um possível pluralismo lógico a partir da noção de paraconsistentização de lógicas, que será apresentada posteriormente. Não pretendemos refutar, de uma vez por todas, o monismo lógico. Mostraremos que os principais argumentos apresentados por um monista contra o pluralismo lógico são infundados e que, portanto, a existência de alguma forma de pluralismo lógico continua possível.

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Biografia do Autor

Diogo Bispo Dias, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Filosofia - Licenciatura Plena (2009) e Bacharel (2010) - pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e mestrado em Filosofia pela mesma instituição (2013), financiado pela CAPES. Atualmente, é doutorando em Filosofia pela Universidade de São Paulo - USP, financiado pela CAPES, com a defesa da tese marcada para 24/01/2019. É membro dos grupos de Pesquisa CNPq Origens da filosofia contemporânea e Lógica Filosófica e Filosofia da Lógica. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Lógica, Filosofia da Lógica, Filosofia da Matemática, e Filosofia da Linguagem. Também atua nas áreas de origens da filosofia contemporânea, Círculo de Viena e epistemologia.

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Publicado
2018-12-28
Como Citar
DiasD. B. Pluralimo, Monismo e Relativismo Lógico. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 6, n. 2, p. 21-36, 28 dez. 2018.