FOCO E ESCOPO

O periódico é dedicado ao tema do acesso à justiça e direitos nas Américas, especialmente América Latina, e busca congregar estudos multi e interdisciplinares, teóricos, empíricos e comparativos realizados nos mais diferentes países do continente. Sua proposta é estimular e dar vazão a estudos e  pesquisas empíricas e comparadas na área temática, preconizando abordagens qualitativas e perspectivas multiculturais, interseccionais e críticas. A revista propõe, igualmente, abrir espaço, a partir da perspectiva regional americana, para o diálogo com outras regiões do planeta, principalmente, com países do sul global.

ABYA-YALA - REVISTA SOBRE ACESSO À JUSTIÇA E DIREITOS NAS AMÉRICAS é um periódico acadêmico organizado no âmbito das atividades do  Grupo de Estudos Comparados México, Caribe, América Central e Brasil (MeCACB) e do Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre acesso à Justiça e direitos nas Américas (LEIJUS) da Universidade de Brasília, em uma co-edição com o  CIESAS/México e a  UFG.

Para o desenvolvimento de suas atividades e composição de seu conselho científico, a revista conta também com a colaboração do CIESAS-México e de membros da Rede Latina Americana de Antropologia Jurídica (RELAJU).

 

Público leitor a que se destina a revista:

Estudantes em pós-graduação, pesquisadoras e pesquisadores das áreas das ciências humanas e sociais, e docentes do ensino superior.

 

POLÍTICAS DE SEÇÃO

EDITORIAL

Não verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

HOMENAGEM


Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

ARTIGOS

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

ENSAIOS E RESENHAS

Verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

ENTREVISTA

Verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

DOSSIÊ

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares
 

PROCESSO DE AVALIAÇÃO PELOS PARES

Os trabalhos submetidos para Abya Yala passam pelo sistema de dupla avaliação cega, em que dois avaliadores diferentes analisam e avaliam a submissão, observando os seguintes critérios:

1) O artigo atende as regras exigidas pela revista.

2) O texto possui clareza, coerência e objetividade.

3) O artigo é dividido em seções e possui estrutura interna.

4) As seções do artigo estão relacionadas entre si.

5) Nos aspectos formais, o artigo corresponde aos padrões acadêmicos.

6) O artigo estabelece diálogo com os estudos sobre acesso à justiça e direitos nas Américas.

7) O tema do artigo possui originalidade.

8) A abordagem do artigo é inovadora.

9) A condução do tema e da abordagem é pertinente em relação aos objetivos propostas no próprio artigo.

10) O artigo faz bom uso do arcabouço teórico proposto.

11) A metodologia seguida foi exposta e seguida.

12) O resumo do artigo expressa os objetivos e os resultados alcançados.

13) A bibliografia utilizada dialoga com a produção nacional e internacional.

14) A análise feita corresponde aos dados apresentados.

15) O artigo cumpre com os objetivos aos quais se propõe.

 

PERIODICIDADE

quadrimestral

 

POLÍTICA DE ACESSO LIVRE

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

Abya Yala não cobra taxas para submissão de trabalhos. O processamento dos artigos recebidos também é gratuito. 

 

ARQUIVAMENTO

Esta revista utiliza o sistema LOCKSS para criar um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes e permite às mesmas criar arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração.

 

CONSELHO CIENTÍFICO

Conselho científico

  • Agustín Escobar Latapí, doutor, Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México
  • Alejandro Medici, doutor, Universidad Nacional de La Plata (UNLP), Argentina
  • Alejandro Rosillo, doutor, Universidad Autónoma de San Luis Potosí (UASLP), México
  • Alexandre Bernardino Costa, doutor, Universidade de Brasília (UnB), Brasil 
  • Antônio Carlos Wolkmer, doutor, Universidade La Salle (Unilasalle), Brasil
  • Carlos Frederico Mares de Souza Filho, doutor, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil
  • Charles Hale, doutor, University of Texas, Austin, Estados Unidos das Américas
  • Consuelo Sanchez, doutora, Escuela Nacional de Antropología e Historia (ENAH), México
  • Cristiano Paixão, doutor, Universidade de Brasília (UnB), Brasil 
  • Daniel Bonilla, doutor, Universidad de los Andes (Uniandes), Colômbia
  • David Recondo, Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS) -Pacífico Sur, México
  • Eduardo Saxe-Fernández, doutor, Universidad Nacional (UNA), Costa Rica
  • Ela Wiecko Volkmer de Castilho, doutora, Universidade de Brasília (UnB), Brasil 
  • Elena Azaola Garrido, doutora, Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México
  • Eneá de Stutz Almeida, doutora, Universidade de Brasília (UnB), Brasil 
  • Esther Sanchez, doutora, Universidad de los Andes (Uniandes), Colômbia
  • Farid Samir Benevides, doutor, Universidad de los Andes (Uniandes), Colômbia
  • Fernando Antônio de Carvalho Dantas, doutor, Universidade Federal de Goiás (UFG)
  • Fernando García, Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Equador
  • Hector Diaz-Polanco, doutor, Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México
  • Irene Bellier, doutora, ibellier@club-internet.fr
  • José Carlos Moreira da Silva Filho, doutor, PUCRS, Brasil
  • José Geraldo de Sousa Jr., doutor, Universidade de Brasília (UnB), Brasil 
  • José Roberto Xavier, doutor, FGV Direito SP
  • Karina Mariela Ansolabehere, doutora, Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM), México
  • Luis Roberto Cardoso de Oliveira, doutor, Universidade de Brasília (UnB), Brasil 
  • María Magdalena Gomez Rivera, doutora, UPN, México
  • Maria Tereza Sierra, doutora, Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México
  • Marjorie Corrêa Marona, doutora, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil
  • Michel Wievorka, doutor, Fondation Maison des sciences de l'homme (FMSH), França
  • Milka Castro Lucic, doutora, Universidad de Chile, Chile
  • Morita Carrasco, doutora, Universidade de Buenos Aires (UBA), Argentina
  • Odile Hoffman, doutora, Institut de Recherche pour le Développement (IRD), França
  • Pablo Gentili, doutor, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil
  • Rachel Henriette Sieder, doutora, Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México
  • Rainer Enrique Hamel, doutor, Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), México
  • Ramiro Molina Rivero, doutor, Universidad Católica Boliviana, Bolívia
  • Raquel Yrigoyen Fajardo, doutora, Instituto Internacional de Derecho y Sociedad (IIDS), Peru
  • Rebecca Lemos Igreja, doutora, Universidade de Brasília (UnB), Brasil 
  • Ricardo Verdum, doutor, Museu Nacional, Unviersidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil
  • Roberto Kant de Lima, doutor, Universidade Federal Fluminense (UFF), Brasil
  • Silvina Ramirez, doutora, Universidade de Buenos Aires (UBA), Argentina
  • Talita Tatiana Dias Rampin, doutora, Universidade de Brasília (UnB), Brasil 
  • Victoria Chenault, doutora, Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México
  • Walter Antillón, doutor, Costa Rica

 

 

HISTÓRICO

Abya-Yala é uma expressão originária do idioma kuna utilizada para designar o território que hoje conhecemos como “continente americano”. Delimitar um significado exato para a expressão Abya-Yala é uma tarefa difícil, pois as línguas ancestrais – como é o caso da kuna – possuem termos de alto grau de abstração e plurissignificação. “Yala” é denominação para terra, território. “Abya” denota mãe, jovem madura, sangue vital. Juntos, os termos transmigram para conformar novos significados: terra de todos, território em plena maturidade, terra viva, de sangue. É área ancestral que a todos acolhe.

Desde 1492 os povos originários de Abya-Yala resistem e lutam pelo reconhecimento de suas identidades, culturas e cosmovisão. A colonização europeia no continente, iniciada no século XV e intensificada e complexificada nos períodos seguintes, marca um violento processo de exploração e de genocídio dos povos originários. Essa condição de subordinação de diferentes povos e camadas da população socialmente desfavorecida perpetua-se em uma situação de colonialismo interno que promove uma profunda injustiça social.

Nos últimos anos, o surgimento e fortalecimento de novas forças políticas, de movimentos sociais e a elaboração de novas constituições nacionais no continente assinalaram para a necessidade de se ampliar a cidadania, de reverter essa situação de subordinação e de se promover não somente direitos políticos, mas igualmente direitos sociais para todos e todas.  O tema sobre o Acesso à justiça ganha espaço nesse contexto, uma vez que esse acesso é considerado como um direito fundamental para a garantia das demandas por justiça social.

Abya-Yala é resignificada na proposta da revista como uma luta constante pela realização da justiça social e pela garantia dos direitos humanos no continente americano e nos demais países, principalmente do sul global, que compartilham dessa mesma luta. É a resistência a qualquer estratégia que negue as especificidades, as experiências e os contextos dos diversos países e que, ao mesmo tempo, negue o reconhecimento dos direitos humanos dos cidadãos e das cidadãs comuns.

Tomando emprestados todos esses significados, ABYA-YALA - REVISTA SOBRE ACESSO À JUSTIÇA E DIREITOS NAS AMÉRICAS é um periódico acadêmico organizado no âmbito das atividades do  Grupo de Estudos Comparados México, Caribe, América Central e Brasil – MeCACB e do Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre acesso à Justiça e direitos nas Américas – LEIJUS da Universidade de Brasília, em uma co-edição com o CIESAS/México e o Programa de Pós-Graduação do Direito Agrário da UFG.  Para o desenvolvimento de suas atividades e conselho científico, a revista conta também com a colaboração de membros da Rede Latina Americana de Antropologia Jurídica - RELAJU.

Abya-Yala  é, portanto, um periódico que visa estimular e difundir, no campo das ciências humanas e sociais, estudos sobre as justiças e os direitos a partir dos diferentes contextos latino-americanos e da América em geral. Pretende, em especial, dar vazão a estudos e reflexões críticas, multidisciplinares, multiculturais, plurais e comparativas sobre o acesso à justiça, que tanto é fenômeno, como pode ser categoria analítica, instrumento de dominação ou direito da pessoa humana.