Do projeto ao desempenho
apontamentos sobre a liberdade em Jean-Paul Sartre e Byung-Chul Han
DOI:
https://doi.org/10.26512/rfmc.v13i3.58867Palavras-chave:
Liberdade. Existencialismo. Neoliberalismo. Jean-Paul Sartre. Byung-Chul Han.Resumo
Em meados do século XX, o pensamento existencialista de Sartre definiu o ser humano como livre e sem essência pré-definida. As formas de cada Para-si se projetar no mundo o colocariam em um ciclo entre a transcendência da condição herdada historicamente e a alienação em uma nova situação. No século XXI, a liberdade tornou-se ferramenta ideológica neoliberal para sustentar o autodesenvolvimento e criar figuras como o sujeito do desempenho, cuja infindável autossuperação estimula a produtividade e o consumo. Este artigo investiga os alcances e os limites dessas acepções de liberdade no processo de subjetivação e emancipação individual. Se por um lado os dois filósofos descrevem os sofrimentos psíquicos vividos em nome desse princípio, por outro, eles indicam caminhos éticos para reagir a sua violência.
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