Sintaxe dialogal, interturnos ou inter-réplicas
Resumen
O artigo propõe uma reorientação teórico-metodológica no estudo dos chamados marcadores discursivos ou conversacionais, a partir da Linguística Ecossistêmica. Critica-se a tradição estruturalista por conceber a língua como instrumento de comunicação e por subordinar os fenômenos interacionais à organização textual, perspectiva caracterizada como “discursomania”. Em contraposição, defende-se que a língua é a própria interação comunicativa, anterior a qualquer sistematização abstrata. Com base na noção de sintaxe dialogada formulada por Tatiana Slama-Cazacu, desenvolve-se o conceito de sintaxe dialogal ou interturnos, entendido como o conjunto de relações formais, semânticas e pragmáticas que articulam as réplicas no fluxo interlocucional. Sustenta-se que a unidade fundamental da comunicação é o par interacional solicitação-atendimento, a partir do qual se organizam os demais níveis do diálogo. Propõe-se, assim, a substituição da categoria “marcadores discursivos” por “marcadores interlocucionais”, subdivididos em marcadores de solicitação e de atendimento, reconhecendo-se ainda os marcadores textual-discursivos como subtipo, em uma perspectiva que privilegia a interlocução como fundamento da organização linguística.
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Derechos de autor 2026 Ecolinguística: Revista brasileira de ecologia e linguagem (ECO-REBEL)

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