Mudanças Urbanas e Fragilidades da Política de Memória

Autores

  • Pedro Célio Alves Borges Universidade Federal de Goiás - UFG

Palavras-chave:

Supressão ideológica, Imagens urbanas, Política de memória, Goiânia

Resumo

O artigo trata da supressão da memória em formações urbanas contemporâneas, através de pesquisa sobre a destruição do Monumento ao Trabalhador, ocorrida em Goiânia entre 1969 e 1987. O explícito teor socialista impregnado ao monumento desde a sua origem, atraiu ações visando ao seu desaparecimento material e à sua eliminação na memória dos goianienses. Em 1969, ativistas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) derramam piche fervido nos dois painéis que compunham a obra, cujas imagens evocavam as “Lutas dos trabalhadores” e o “Mundo do Trabalho”. Ausência de defesa do monumento e intervenções urbanísticas no espaço da praça em que ele se localizava, concluíram a tarefa do CCC. Orientamos a pesquisa desse percurso com as noções de esquecimento institucional ou obrigatório (Paul Ricouer) e de legitimação política segundo o poder de fixação de versões que se opera no plano simbólico (Pierre Bourdieu). A análise vale-se da operacionalização de três categorias: repressão política, insensibilidade tecnocrática e omissão quanto à memória e à simbologia das lutas dos trabalhadores.

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Biografia do Autor

Pedro Célio Alves Borges, Universidade Federal de Goiás - UFG

Doutor em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) e professor Associado da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Goiás (UFG) e representante da instituição na Comissão Estadual de Memória, Verdade e Justiça-GO.

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Como Citar

Alves Borges, P. C. (2017). Mudanças Urbanas e Fragilidades da Política de Memória. Sociedade E Estado, 32(2), 345–370. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6284

Edição

Seção

Artigos