REFLEXÕES SOBRE A APLICAÇÃO E A UNIFORMIZAÇÃO DA CINEMÁTICA ESCALAR NO ENSINO DE FÍSICA
DOI:
https://doi.org/10.26512/rpf.v10i1.60318Palavras-chave:
Coordenadas intrínsecas. Cinemática escalar. Rapidez.Resumo
Este artigo propõe uma ampliação conceitual da análise dos movimentos tradicionalmente tratados como unidimensionais para aqueles que ocorrem ao longo de uma linha não retilínea, bem definida e orientada, no contexto da cinemática escalar. Defende-se que essa abordagem pode ser empregada de forma consistente e fundamentada em materiais de divulgação científica e no ensino de Física, sempre que pertinente. A fundamentação teórica é desenvolvida a partir de um sistema de coordenadas intrínseco, definido pela própria trajetória do objeto, no qual são utilizadas direções inerentes à trajetória, em substituição a sistemas de coordenadas externas fixas. Apresentam-se situações-problema que evidenciam a aplicabilidade da cinemática escalar bidimensional, sem prejuízo à compreensão de movimentos presentes no cotidiano. Discute-se, ainda, a necessidade de homogeneização da terminologia e dos conceitos cinemáticos, questão motivada, em parte, pela multiplicidade de traduções atribuídas a um mesmo termo, como no caso da expressão em inglês average speed, adotada neste trabalho como rapidez média. Considerando-se a relevância do tema e sua adequação ao ensino médio, é estabelecido um comparativo entre alguns conceitos fundamentais dessa abordagem e aqueles tradicionalmente apresentados na cinemática vetorial clássica.
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