No meio da travessia
promptografia como gesto de criação narrativo-poético-visual
Resumen
Este artigo examina a promptografia como gesto narrativo-poético-visual, tomando como estudo de caso o projeto Cartas Sertanias. Analisa como a escrita de prompts estrutura uma cosmologia visual situada, o sertão transbiomático, e suas implicações estéticas, críticas e pedagógicas. A metodologia baseia-se em uma revisão teórica sobre corpo-lugar, símbolo/arquétipo e mediações técnico-algorítmicas, bem como em uma análise poiética do processo de criação de 56 cartas (organizadas nos eixos Rastros e Rumos), considerando critérios de validação e limites operacionais. Os resultados prévios indicam que o prompt atua como rito enunciativo, e não como script; erro e ruído tornam-se operadores de leituras situadas. Conclui-se que a promptografia se afirma como campo estético-metodológico, ao reinscrever subjetividade e desejo nos interstícios algorítmicos e ao sustentar usos artísticos, pedagógicos e curatoriais.
Descargas
Citas
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. Quando a gente não espera, o sertão vem: Grande Sertão: Veredas, uma interpretação da história do Brasil e de outros es-paços. ArtCultura, Uberlândia, v. 11, n. 18, p. 195-205, jan./jun. 2009. Disponível em: 17https://seer.ufu.br/index.php/artcultura/article/view/7313. Acesso em: 25 jan. 2025.
ANDRADE, Carlos Drummond de. A rosa do povo. 21. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.
BAJOHR, Hannes. Dumme Bedeutung: Künstliche Intelligenz und artifizielle Semantik. Berlim, 2022. Disponível em: https://hannesbajohr.de/blog/2022/11/04/neuer-bei-trag-dumme-bedeutung-kuenstliche-intelligenz-uns-artifizielle-semantik/. Acesso em: 28 abr. 2025.
CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces [recurso eletrônico]. Tradução de Adail Ubirajara Sobral. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2016. Disponível em: https://dlivros.com/livro/heroi-mil-faces-joseph-campbell. Acesso em: 1 maio 2025.
CASEY, Edward S. Getting back into place: toward a renewed understanding of the place-world. 2. ed. Bloomington: Indiana University Press, 2009.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da foto-grafia [recurso eletrônico]. São Paulo: Hucitec, 1985. Disponível em: https://cultureinjection.files.wordpress.com/2018/12/FLUSSER-Vil%C3%A9m-Filosofia-da--caixa-preta.pdf. Acesso em: 12 maio 2025
GUIMARÃES ROSA, João. Grande sertão: veredas. 36ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
HERÁCLITO. Fragmentos. In: Os pré-socráticos. Tradução de José Cavalcanti de Souza et al. São Paulo: Abril, 1989. (Coleção Os Pensadores).
JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo [recurso eletrônico]. Tradução de Maria Luiza Appy; Dora Mariana R. Ferreira da Silva. Petrópolis: Vozes, 2016. (Obras Completas, v. 9/1). Disponível em: https://www.ijusc.com.br/wp-con-tent/uploads/2021/06/91_jung_os_arquetipos_e_o_inconsciente_coletivo.pdf. Aces-so em: 10 mar. 2025.
MARTINS, Francisco. O que é phatos? Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, v. 2, n. 4, p. 62-80, 1999.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e processos de criação. 15. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2001.
PRADA, Juan Martín. La creación artística visual frente a los retos de la inteligencia artificial. [S. l.: s. n.], 2024. Preprint (documento em linha).
PRADA, Juan Martín. AI-based generative image production systems in the artistic problematisation of the past. [S. l.: s. n.], 2025. Preprint (documento em linha). ROLNIK, Suely. Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo. 2. ed. São Paulo: Vozes, 2006
TIBERGHIEN, Gilles. O imaginário cartográfico na arte contemporânea. Tradução de Inês de Araújo. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, n. 57, p.233-252, 2013.

