Memoria y Verdad en Contextos de Feminicidio como Política de Prevención de la Violencia contra las Mujeres
Palabras clave:
violencia contra la mujer; memoria y verdad; feminicidio; prevención.Resumen
Brasil es uno de los países que más mata a mujeres por razones de género en el mundo. A pesar de contar con una legislación bastante avanzada para el enfrentamiento de la violencia contra las mujeres, las tasas de feminicidio siguen siendo muy elevadas. Como crimen de odio, el feminicidio no solo produce muerte y sufrimiento, sino que también produce mensajes, ya que posee dimensiones expresivas que comunican soberanía masculina y desprecio hacia lo femenino. En 2025, algunas muertes generaron una gran repercusión en los medios de comunicación y en las redes sociales, dando lugar a actos públicos en todas las capitales brasileñas, en un intento de expresar sentidos políticos de defensa de la vida de las mujeres. Así, este trabajo parte de la premisa de que los feminicidios son muertes políticas con consecuencias que exceden la esfera privada y, por lo tanto, deben ser gestionadas por el Estado más allá de la dimensión punitiva, con miras a la prevención de nuevas muertes y violencias en general. En este artículo, intento demostrar que garantizar el ejercicio del derecho a la memoria y a la verdad en los contextos de estos crímenes se proyecta como un camino fructífero para ello. A través de una revisión bibliográfica, análisis documental y entrevistas semiestructuradas, analizo, a partir de dos casos de feminicidio ocurridos en el estado de Acre en 2020, cómo el Estado y la sociedad han violado estos derechos en la persecución penal y en la forma de narrarlos en el espacio público. Más que una mera denuncia, esta discusión busca promover reflexiones que se desplieguen en acciones de protección y defensa de la vida de niñas y mujeres en Brasil.
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