Neoliberalismo y el Encarcelamiento de Mujeres en Brasil
el Rol de la Pastoral Carcelaria en la Defensa de los Derechos
Palabras clave:
Género , Prisión , Derechos Humanos , Pastoral Carcelaria , Gestión NeoliberalResumen
El aumento significativo de la población carcelaria femenina brasileña en las dos primeras décadas del siglo XXI y las constantes violaciones de los derechos de las mujeres encarceladas revelan la interdependencia de la gestión de la violencia por parte del Estado a partir de la racionalidad neoliberal. Por eso, el presente estudio busca comprender y analizar el papel de la Pastoral Carcelaria en la defensa de los derechos de las mujeres encarceladas a partir del análisis de los documentos Maria e as Marias nos cárceres – mulheres atrás das grades (2018); Guia Prático de Direitos para Mulheres em Situação de Prisão (2025) – Guion Práctico de Derechos para Mujeres en Situación de Prisión; y Agenda Nacional pelo Desencarceramento (2017) – Agenda Nacional por la Desencarcelación. La investigación se orienta por referencias de la crítica foucaultiana sobre la gobernabilidad, poder y dispositivos en el capitalismo neoliberal, articulando los conceptos del feminismo decolonial latinoamericano. Se observa que, aunque insertada en la Iglesia Católica, la Pastoral Carcelaria actúa en la formación político-pedagógica de sus agentes para la defensa integral de los derechos humanos, tensionando cuestiones de género, justicia penal, racionalidad punitiva y enfrentamiento de la violencia y las desigualdades. Se configura, así, como un dispositivo de resistencia a las lógicas neoliberales en la defensa de los derechos de las mujeres encarceladas.
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