Tecidos comunitários em um grupo de mulheres (cis) bolivianas durante a pandemia da COVID-19 em São Paulo, Brasil

Autores

  • Eugenia Brage Centro de Estudos da Metrópole (CEM, Cepid FAPESP), Universidade de São Paulo (USP), Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP).

Palavras-chave:

Migração boliviana, Cuidados comunitários, COVID-19, Gênero, Brasil

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as estratégias de enfrentamento à pandemia da COVID-19 em um grupo de mulheres bolivianas (cis) que vivem na região central de São Paulo, Brasil e que atuam no nicho laboral têxtil. Parte-se da premissa de que, embora a pandemia tenha exposto e agravado problemas estruturais preexistentes, também possibilitou e tornou visíveis processos de organização coletiva que mostram formas de vida comunitária que são constantemente recriadas. As reflexões emergem de uma etnografia desenvolvida no bairro do Bom Retiro, em três cenários fundamentais: um posto de saúde, casas particulares e uma cooperativa de trabalho. O argumento é que as estratégias que surgiram ao longo da pandemia mostram o caráter coletivo e comunitário das formas de sobrevivência adotadas em tempos de crise, ao mesmo tempo em que refletem profundas transformações individuais e subjetivas.

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Publicado

2022-09-01

Como Citar

Brage, E. (2022). Tecidos comunitários em um grupo de mulheres (cis) bolivianas durante a pandemia da COVID-19 em São Paulo, Brasil. Périplos: Revista De Estudos Sobre Migrações, 6(2). Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/obmigra_periplos/article/view/42629