A musealização da performance

materialidades de uma arte efêmera

Autores

  • Daniela Félix Martins UnB/UFBA

DOI:

https://doi.org/10.26512/museologia.v9i18.34543

Palavras-chave:

Arte da performance. Live Art. Musealização. Mediação Cultural. Materialidades.

Resumo

Nos últimos anos a arte da performance, constitutivamente resistente quanto à quietude das obras colecionáveis, exibíveis e comercializáveis, vem sendo acolhida pelas instituições às quais antes se opunha. Nesse sentido, o artigo pretende compreender os diversos atores e processos correspondentes à presença da performance nos museus, bem como as inflexões provocadas pela admissão da performance nesses espaços. Para tanto, no plano analítico, retomaremos o conceito de emaranhamentos (meshworks) proposto pelo antropólogo britânico Tim Ingold; e a aquisição da performance Good Feelings in Good Times de Roman Ondák, pela Tate Modern, como caso empírico. Espera-se, com esse arranjo, que possamos responder algumas das insuficiências das perspectivas de campo e mundo da arte, no que diz respeito à musealização da performance. Visto que, como será demonstrado, pensá-la significa, de certo modo, seguir trajetórias distribuídas em tempos e lugares que ultrapassam e redefinem as “fronteiras” do domínio estritamente artístico.  

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Referências

BANIOTOPOULOU, Evi. Roman Ondak: Good Feelings in Good Times. TATE, 2009. Disponível em: <https://www.tate.org.uk/art/artworks/ondak-good-feelings-in-good-times-t11940> Acesso em: 18 ago. 2020.

BISHOP, Claire. Delegated Peformance: Outsourcing Authenticity. CUNY Academic Works. NewYork, 2012. Disponível em: <http://academicworks.cuny.edu/gc_pubs/45>. Acesso em: 18 ago. 2020.

CALONJE, Teresa (ed.). Collecting Live Art. London: Koenig Books, 2014.

HEATHFIELD, A. ALIVE. In: HEATHFIELD, A (ed.). Live: Art and Performance. London: Tate Publishing, 2004.

HEDDON, D.; BODOR, J. Art, Meeting, and Encounter: The Art of Action in Great Britain. In: HEDDON, D.; KLEIN, J. (eds). Histories & Practices of Live Art. London: PALGRAVE MACIMILLAN, 2012.

INGOLD, Tim. On weaving a basket. In: The perception of the environment: essays on livelihood, dwelling and skill. London: Routledge 2000.

______. Trazendo as coisas de volta à vida: emaranhados criativos num mundo de materiais. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, vol. 18, n. 37, p. 25-44, 2012.

INGOLD, Tim et al. Diálogos Vagueiros: Vida, Movimento e Antropologia. Ponto Urbe [Online], n. 11, p. 1”“16, 2012. Disponível em: http://journals.openedition.org/pontourbe/334. Acesso em: 05 ago. 2020.

KEIDAN, L. National Arts and Media Strategy: Dicussion on Live Art. London: The Arts Council of Great Britain, 1991.

KLEIN, J. Developing Live Art. In: HEDDON, D.; KLEIN, J. (eds). Histories & Practices of Live Art. London: PALGRAVE MACIMILLAN, 2012.

LA FRENAIS, R. News: Backstairs Revolution in Performance Art. In: Performance Magazine, Londres, n. 40 (março/abril), p. 40-41, 1986.

MASSEY, Doreen. Pelo espaço: uma nova política da espacialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008.

POTKIN, Helen. Performance art. In: CARSON, F.; PAJACZKOWSKA, C. (eds.). Feminist Visual Culture, Edinburgh: Edonburgh University Press, 2000.

PIGNARRE, P.; STENGERS, I. Capitalist sorcery: Breaking the spell. Basingstoke and New York: Palgrave Macmillan, 2013.

SANSI-ROCCA, Roger. Art, anthropology and the gift. London: Bloomsbury, 2015.

TARDE, Gabriel. Monodologia e sociologia. Eduardo Vargas. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

Downloads

Publicado

2020-11-03

Como Citar

Félix Martins, D. (2020). A musealização da performance: materialidades de uma arte efêmera. Museologia & Interdisciplinaridade, 9(18), 56–74. https://doi.org/10.26512/museologia.v9i18.34543

Edição

Seção

Dossiê Musealização da Performatividade em Coleções Públicas e Privadas