Avaliação de larga escala e políticas de leitura
um estudo sob a perspectiva da Teoria da Ação Planejada
DOI:
https://doi.org/10.26512/les.v26i2.59916Palavras-chave:
Leitura, Avaliação de larga escala, Políticas públicasResumo
Apesar dos avanços normativos nas políticas de leitura no Brasil, persiste uma lacuna entre as intenções legislativas e sua efetiva implementação no contexto escolar. Apresenta-se uma abordagem documental direcionada à análise de dispositivos legais e normativos sobre leitura no Brasil, desde a Constituição Federal até o Decreto nº 12.166/2024. A metodologia emprega a análise de similitude para identificar conexões nos discursos institucionais sobre leitura e comunidade escolar, e a análise de série temporal para relacionar as políticas de leitura, as matrizes das avaliações externas vinculadas ao Sistema de Avaliação da Educação Básica e os resultados obtidos em nível nacional. Fundamentado na Teoria da Ação Planejada (Aijzen, 1991, 2020) aplicada à análise documental, o estudo busca compreender como as políticas moldam atitudes, normas subjetivas e percepções de controle comportamental na comunidade escolar. Os resultados sugerem que elementos estruturais, como o descompasso entre intenções legislativas e resultados educacionais concretos, dificultam a internalização das políticas como práxis nas escolas. A análise indica que a indefinição conceitual dos atores e as recorrentes mudanças nas escalas de avaliação comprometem a implementação das políticas e levam à falta de responsabilização coletiva na promoção da leitura. Os resultados contribuem para a compreensão de como as políticas públicas moldam crenças normativas, atitudes e percepções de controle sobre leitura, evidenciando questões relevantes para a discussão do tema.
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