ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO DO AUTOCUIDADO DE PACIENTES CIRÚRGICOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

  • Debora Viviane Stadler Universidade Estadual do Norte do Paraná
  • Annecy Tojeiro Giordani Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Campus Luiz Meneghel; Centro de Ciências Biológicas, Setor de Enfermagem.
  • Gabriela Machado Ezaias Paulino Universidade Estadual de Maringa
  • Helena Megumi Sonobe Universidade de São Paulo-USP.
  • Renata Rodrigues Zanardo Universidade Estadual do Norte do Paraná-UENP.
  • Maria Aparecida Valério Universidade Estadual do Norte do Paraná-UENP.
Palavras-chave: Autocuidado. Ensino. Tecnologia em saúde. Enfermagem Perioperatória.

Resumo

O ensino do autocuidado se destaca como importante estratégia para o enfrentamento das dificuldades que permeiam o processo de reabilitação pós-operatória, possibilitando que as pessoas cuidem de si mesmas subsidiadas por informações e recomendações elaboradas criteriosamente. Assim, este artigo teve como objetivo identificar e avaliar as evidências encontradas na literatura cientifica nacional e internacional, sobre estratégias educacionais para o autocuidado em domicilio de pacientes cirúrgicos, de modo a nortear a assistência perioperatória. Revisão integrativa da literatura, realizada na base de dados LILACS e nas bibliotecas eletrônicas PubMed, DEDALUS e SciELO, com artigos científicos publicados em português, inglês e espanhol entre 2005 e 2016.Foram selecionados quatro artigos científicos que evidenciaram estratégias educacionais para o ensino do autocuidado perioperatório, como computação móvel com módulos educacionais multimídia; acompanhamento telefônico; educação interativa por meio de internet, CD-ROM ou DVD, aulas presenciais, aplicação da Teoria do Autocuidado de Orem, reuniões semanais em grupos, folhetos explicativos e educação permanente dos profissionais de saúde. Estas diferentes estratégias promovem o atendimento das necessidades individuais do paciente, favorecendo o aprendizado sobre procedimento cirúrgico e suas consequências, além do desenvolvimento de habilidades para o autocuidado.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Debora Viviane Stadler, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Graduada em Enfermagem-Bacharel pela Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Annecy Tojeiro Giordani, Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Campus Luiz Meneghel; Centro de Ciências Biológicas, Setor de Enfermagem.

Graduada em Enfermagem e Obstetrícia (1984) pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), Mestrado (2000), Doutorado (2003) e Pósdoutorado(2013) pelaEscola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERPUSP).Especialista em Administração Hospitalar e em Enfermagem do Trabalho, comAperfeiçoamento em Licenciatura Plena em Formação Pedagógica para Docentes. Professora Adjunta (nível D) do Curso de Enfermagem e docente do Programa de PósGraduação(Mestrado Profissional em Ensino PPGEN)da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); Supervisora de Serviço e ViceCoordenadora(3a Gestão: 20162018)do Curso de Enfermagem da UENPCLM.Pesquisadora nas linhas: Educação em Saúde; Enfermagem e Humanização do cuidado, Doenças infecciosas: problemáticas eestratégias de enfrentamento e Formação de professores.

Gabriela Machado Ezaias Paulino, Universidade Estadual de Maringa

Atua como Professora do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) do Instituto Federal do Paraná - Campus Londrina. Doutorando em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá. Professora Colaboradora/Assistente no Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina (2013-2015) e Enfermeira no Hospital Dr. Anísio Figueiredo da Secretaria de Saúde do Paraná em Londrina/PR (2010-2016). Graduada pela Universidade Estadual de Londrina (2007). Especialista em Gerência em Serviços de Enfermagem (2009) e Controle de Infecção em Serviços de Saúde (2009). Mestre em Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto ? EERP/USP (2012).

Helena Megumi Sonobe, Universidade de São Paulo-USP.

Graduada em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (1989), Especializada em Enfermagem em Estomaterapia pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (1995). Mestre (1996) e Doutor (2001) em Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto ? USP. Atualmente é Professor Doutor da Universidade de São Paulo; membro Efetivo da Comissão Assessora de Graduação do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da EERP/USP. Revisor de periódicos CuidArte Enfermagem, Revista Científica das Faculdades Integradas de Jaú, Revista Enfermagem Brasil, Revista Latinoamericana de Enfermagem, Revista Eletrônica de Enfermagem, Revista Texto & Contexto e Revista Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Pesquisadora do "Grupo de Estudo da Reabilitação de Pacientes Cirúrgicos Oncológicos" da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto ? USP e do Grupo de Pesquisa Processo Saúde Doença na Perspectiva Sociocultural da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem em Estomaterapia, principalmente na área das patologias intestinais, assistência de enfermagem cirúrgica, oncologia, estomaterapia e formação de recursos humanos para a pesquisa em Enfermagem.

Renata Rodrigues Zanardo, Universidade Estadual do Norte do Paraná-UENP.
Graduada em Enfermagem-Bacharel pela Universidade Estadual do Norte do Paraná-UENP.  
Maria Aparecida Valério, Universidade Estadual do Norte do Paraná-UENP.
Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (1971) Mestrado em Estatística e Experimentação Agronômica pela ESALQ/Universidade de São Paulo (1980). Atualmente é professora assistente na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Campus Luiz Meneghel. Atua na área de estatística e experimentação agrícola. Diretora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UENP

Referências

de Brito Paranaguá TT, Bezerra ALQ, de Camargo AEB, de Azevedo Filho SFM. Prevalence of no harm incidents and adverse events in a surgical clinic. Acta Paul Enferm. 2013;26(3):256-62.

Santana RF, do Amaral DM, Pereira SK, Delphino TM, Cassiano KM. Ocorrência do diagnóstico de enfermagem de recuperação cirúrgica retardada entre adultos e idosos. Acta Paul Enferm. 2014;27(1):35-9.

Perrando M, Beuter M, Brondani CM, Roso CC, dos Santos TM, Predebon GR. O preparo pré-operatório na ótica do paciente cirúrgico. Revista de Enfermagem da UFSM. 2011;1(1):61-70.

Castro AP, Oikawa SE, Domingues TAM, Hortense FTP, De Domenico EBL. Educação em Saúde na Atenção ao Paciente Traqueostomizado: Percepção de Profissionais de Enfermagem e Cuidadores. Revista Brasileira de Cancerologia. 2014;60(4):305-13.

Romanzini AE, Jesus APMd, Sasaki VDM, Damiano VB, Gomes JJ. Orientações de enfermagem aos pacientes sobre o autocuidado e os sinais e sintomas de infecção de sítio cirúrgico para a pós-alta hospitalar de cirurgia cardíaca reconstrutora. Revista Mineira de Enfermagem. 2010;14(2):239-43.

Giordani AT, Stadler DV, Paulino GME, Zanardo RR, Sonobe HM, Valerio MA. Demand of hospitalized surgical patients information: a descriptive and prospective study. Online braz j nurs. 2016;15(2):124-33.

Bastos BG, Ferrari DV. Internet e Educação ao paciente. Arq. Int. Otorrinolaringol. São Paulo. 2011; 15(4):515-522

Costa SRDd, Castro EABd, Acioli S. Capacidade de autocuidado de adultos e idosos hospitalizados: implicações para o cuidado de enfermagem*. Revista Mineira de Enfermagem. 2013;17(1):193-207.

Foster PC, Bennett AM. Dorothea E. Orem. In: George JB. Teorias de enfermagem: os fundamentos para a prática profissional. 4ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 2000. p. 83-102.

Santos JBdos, Porto SG, Suzuki LM, Sostizzo LZ, Antoniazzi JL. Avaliação e tratamento de feridas: orientações aos profissionais de saúde. Hospital das clínicas de Porto Alegre. 2011. Dísponível em: http://hdl.handle.net/10183/34755.

Mendes KDS, Silveira RCdCP, Galvão CM. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto and Contexto Enfermagem. 2008;17(4):758.

de Souza MT, da Silva MD, de Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein (São Paulo). 2010;8:102-6.

URSI, Elizabeth Silva. Prevenção de lesões de pele no perioperatório: revisão integrativa da literatura. [dissertação]. Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto; 2005.

Cook DJ, Moradkhani A, Douglas KSV, Prinsen SK, Fischer EN, Schroeder DR. Patint education self-management during surgical recovery: cominingmóbile (iPad) an a content management system. Telemedical and e-health. 2014; 20(4):312-17.

da Silva J, Sonobe HM, Buetto LS, dos Santos MG, de Lima MS, sasaki VDM. Estratégias de ensino para o autocuidado de estomizados intestinais. Rev Rene. 2014; 15(1): 166-73.

Souza NVDO, Silva MF, Nunes KSM, Assumpção LR, Morgado FM, Amorin LKA. Visibilidade do projeto de extensão para a promoção da assistência perioperatória: ponto de vista multidisciplinar. Esc Anna Nery RevEnferm. 2008: 12(2): 329-33.

McGregor AH, Barton AK, Sell P, Waddell G. The development of an evidence-based patient booklet for patients undergoing lumbar discectomy and um-instrumented decompression. EurSpine J. 2007; 16: 339-46.

Meirelles ARN, Menezes D, Sena MHLG, Cruz IS, Luedy A, Ribeiro Junior HC. O papel da educação de pacientes e familiares na construção de um processo de segurança e qualidade em um Hospital Universitário. Revista Acred. 2013; 3(5): 23-33.

Grossi MG, Maruxo HB, Kobayashi RM, Prado C, Heiman C. Revisão Integrativa: A Utilização das Mídias Interativas para Educação em saúde.

Gozzo TO, Lopes RR, Prado MAS, da Cruz LAP, de Almeida AM. Informações para a elaboração de um manual educativo destinado às mulheres com câncer de mama. Esc Anna Nery. 2012; 16(2); 306-11.

Áfio ACE, Balbino AC, Alves MDS, Carvalho LVde, Santos MCL, Oliveira NR. Análise do conceito de tecnologia educacional em enfermagem aplicada ao paciente. Rev. Rene.2014; 15(1):158-65.

Chahin TTH, Mostardeiro SCTS, Terra MG, da Silva CT, Maciel FB, Soccol KLS. Alta hospitalar do paciente cirúrgico ambulatorial: percepção da equipe de enfermagem na educação em saúde. J. Nurs Health. 2013; 3(1): 115-25.

Nascimento EA, Tarcia RML, Magalhães LP, Soares MAL, Suriano MLF, de Domenico EBL. Folhetos educativos em saúde: estudo de recepção. RevEscEnferm USP. 2015;49(3);435-42.

Freitas AAS, Cabral IE. O cuidado à pessoa traqueostomizada: análise de um folheto educativo. Esc Anna Nery RevEnferm. 2008; 12(1):84-9.

Lenza NFB, Sonobe HM, Buetto LS, Santos MG, Lima MS. The teaching of self-care to ostomy patients and their families: an integrative review. RerBrasPromoç Saúde. 2013; 26(1):139-45.

Publicado
2019-02-28
Como Citar
Stadler, D., Giordani, A., Ezaias Paulino, G., Sonobe, H., Zanardo, R., & Valério, M. (2019). ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO DO AUTOCUIDADO DE PACIENTES CIRÚRGICOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA. Revista Eletronica Gestão & Saúde, 128-141. https://doi.org/10.26512/gs.v0i0.23332
Seção
Artigos de Revisão

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##