Ecolinguística: Revista brasileira de ecologia e linguagem

ECO-REBEL publicará preferencialmente ensaios que insiram o estudo dos fenômenos da linguagem na visão ecológica de mundo. Isso significa que ela pode cobrir um vasto leque de disciplinas parcelares, começando pela própria linguística, mas também áreas conexas como antropologia, sociologia, psicologia, filosofia, contanto que partam dessa visão ecológica de mundo. Tradicionalmente, a ecolinguística em geral tem se dedicado a temas ambientais, no sentido do ambientalismo. ECO-REBEL, tratará disso também, sobretudo via análise do discurso ecológica, nova maneira de se analisarem discursos que emergiu no seio da linguística ecossistêmica. No entanto ela acolherá também artigos que tratam de questões “estruturais”, é claro se estiverem no espírito da visão ecológica de mundo. Enfim, ECO-REBEL acolherá textos tanto da exoecologia linguística quanto da endoecologia linguística. Os textos devem ter a ver com a questão ‘linguagem e meio ambiente’ (natural, mental, social). Por ser uma revista acadêmica, visa precipuamente a publicar artigos resultantes de produção acadêmica por professores doutores atuantes em programas bem avaliados pela CAPES. No entanto, podem ser considerados também artigos de doutorandos, em coautoria com o orientador.

Gostaríamos de terminar salientando que, atualmente, há uma tendência nas publicações acadêmicas, e não apenas nas brasileiras, a serem feitas exclusivamente em inglês. O grupo ecolinguístico brasileiro congregado em torno de ECO-REBEL pensa um pouco diferente. Nós achamos que devemos realmente estar sintonizados com o que vai pelo mundo afora, produzindo textos em inglês e outras línguas a fim de divulgar nossa produção no exterior. Devemos também nos informar sobre o que se produz lá fora, inclusive publicando textos de autores estrangeiros. No entanto, somos de opinião de que já temos uma considerável massa crítica acadêmica no Brasil que justifica produzirmos ciência internamente em português. Temos direito de fazer ciência em nossa própria língua, mesmo porque ainda há muita gente por aqui que tem dificuldade com o inglês. Por tudo isso, ECO-REBEL se sente orgulhosa de publicar a maior parte dos textos em português. Porém, como se pode ver compulsando os diversos números já disponíveis, ela não é xenófoba. Pelo contrário, ela contém muita coisa em inglês também, além de alguns textos em espanhol e em francês. Aliás, muitos dos textos publicados em português são de autores estrangeiros.   


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