Próximos números 

REVISTA CERRADOS vol. 28, nº 49, ano 2019

Chamada para Publicação
Editor Chefe: Prof. Dr. André Luís Gomes

A Editoria da Revista Cerrados, Qualis B1, do Programa de Pós- Graduação em Literatura da Universidade de Brasília (UnB), abre chamada para artigos do Volume 28, Número 49, de 2019 intitulado: "Literatura Comparada hoje: passagens e travessias"
 
Data limite para envio de artigos: 15 DE ABRIL DE 2019

Dossiê: Literatura Comparada hoje: passagens e travessias

 

Organizadores deste número (49):

Prof. Dr. Augusto Rodrigues da Silva Junior (UnB)

Profa. Dra. Ana Clara Magalhães de Medeiros (UFAL)

Prof. Dr. Itamar Rodrigues Paulino (UFOPA)

A temática proposta pela Revista Cerrados, do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade de Brasília (PósLit/UnB), visa estimular o debate sobre a Literatura Comparada no Brasil e no exterior. Almeja-se fornecer um quadro das abordagens, tendências e articulações metodológicas, uma vez que, em nossos dias, cabe questionar quais são ou seriam as perspectivas transdisciplinares e interdisciplinares suscitadas por tal campo. Como elementos para a discussão, nesta arena polissêmica, apresentam-se as seguintes inquietações motivadoras deste volume: a) A Literatura Comparada ainda constitui conceito teórico-crítico significativo ou os matizes do novo milênio apontam para novas vertentes analíticas? b) Qual posição o comparativismo ocupa hoje na Teoria de modo geral, bem como em uma possível Teoria Brasileira da Literatura? c) Reside nela epistemologias que realizam o constante trabalho de recriação e atualização? d) As editoras e congressos ainda estão apegadas a essa visão para alicerçar suas formulações e edições?  e) É possível traçar um caminho para a Literatura Comparada a partir do pensamento do/no Centro-Oeste? f) O projeto dessa vertente teórica sustenta-se intelectual, crítica e dialogicamente nos campos da autoria e da ética acadêmica? Nesse conjunto de indagações, constituído a partir de abordagens metodológicas e observação de conceitos/práticas intelectuais, ainda se pode falar em ferramentas nietzscheanas, bakhtinianas, freudianas, benjaminianas, foucaultianas e candidianas para a realização de análises de poéticas, estéticas e variáveis críticas? Ou, em oposição, já podemos apontar para a morte da Literatura Comparada, sob os ventos de um “depois da teoria”? Neste bojo de reflexões, espera-se receber artigos que tratem teórica e criticamente dessas inquietações, procurando respondê-las, ampliá-las, potencializá-las. O espaço está também aberto para submissão de ensaios que realizem exercícios de análises comparativistas entre literaturas, literaturas e culturas e outras travessias artísticas convocadas pelo literário. Por fim, realizando um ato de autoconsciência crítica, destaque-se que a chamada faz alusões dialógicas a poéticas aproximadas. Conjuga Seis propostas para o novo milênio – um legado de exercícios comparatistas; parafraseia uma obsessão de Riobaldo-Rosa em Grande sertão: veredas – à existência ou não do diabo em uma área de conhecimento que investiga a própria invenção do humano... Evoca, por fim, a definição de Mário de Andrade “de que conto é tudo aquilo que chamamos de conto”. Então, cabe aos autores desse número a vã tarefa de dialogar, provocar, inquirir e até mesmo definir o que vem a ser a Literatura Comparada hoje.

 

Ao menos um dos autores da contribuição enviada deverá ter a titulação de doutor.

Em face de migração para a nova plataforma, solicitamos que:

TODAS AS SUBMISSÕES DEVEM SER FEITAS PELA URL http://periodicos.unb.br/ojs311/index.php/cerrados, a maioria dos cadastros foi importada, mas caso não consiga fazer o login, mesmo após a recuperação de senha, será necessário fazer novo cadastro, incluindo a afiliação e o ORCID (https://orcid.org/register).

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REVISTA CERRADOS vol. 28, nº 50, ano 2019

Chamada para Publicação
Editor Chefe: Prof. Dr. André Luís Gomes
 
A Editoria da Revista Cerrados, Qualis B1, do Programa de Pós- Graduação em Literatura da Universidade de Brasília (UnB), abre chamada para artigos do Volume 28, Número 50, de 2019 intitulado: "Relações entre as literaturas brasileiras e mexicanas contemporâneas: problemas de recepção e intertextualidade"
 
Data limite para envio de artigos: 14 DE JUNHO DE 2019

Dossiê: Relações entre as literaturas brasileiras e mexicanas contemporâneasproblemas de recepção e intertextualidade

Organizadores deste número 50:

Erivelto da Rocha Carvalho (Universidade de Brasília)

José Sánchez Carbó (Universidad Iberoamericana Puebla)

Samantha Escobar Fuentes (Benemérita Universidad Autónoma de Puebla)

Um olhar sobre a Literatura latino-americana contemporânea exige hoje uma aproximação dinâmica que se preocupe em abordar contextos culturais e lingüísticos diversificados configurados como tradições em diálogo. Daí que dizer “literaturas” significa não tratar de literaturas nacionais compreendidas monolítica e isoladamente, e sim de sistemas (mexicano y brasileiro) que comportam, cada um deles, pelo menos três gerações atualmente em convívio. Ditos sistemas, de por si também múltiplos, podem ser concebidos como emblema do complexo espaço literário latino-americano.

Apesar de se apresentarem como dois relevantes mercados literários em língua espanhola e portuguesa, as literaturas mexicanas e brasileiras contemporâneas se articulam a partir de um relativo ou aparente desconhecimento mútuo. A partir desta perspectiva, a proposta do número 50 da Revista Cerrados é repensar o espaço da literatura latino-americana para além das circunscrições disciplinares já consagradas, desde o estudo e análise de casos concretos de recepção e de relações intertextuais que apontem para a dinâmica de construção de um diálogo crítico-artístico-intelectual entre México e Brasil.  

A revista receberá artigos que contribuam para a reflexão sobre os mútuos processos de recepção e sobre as relações entre textos e obras literárias contemporâneas produzidas no México e no Brasil (sobretudo na segunda metade do século XX e século XXI), e que se debrucem, especialmente, sobre  três tipos de relações intertextuais: traduções de obras literárias do espanhol ao português e vice-versa, publicadas no México e/ou no Brasil; intercâmbios culturais entre autores, críticos ou outros agentes literários mexicanos e brasileiros retratados em obras e/ou textos representativos; poéticas literárias comuns ou próximas de autores dos dois sistemas literários em destaque.     

Ao menos um dos autores da contribuição enviada deverá ter a titulação de doutor.

 

Em face de migração para a nova plataforma, solicitamos que:

TODAS AS SUBMISSÕES DEVEM SER FEITAS PELA URL http://periodicos.unb.br/ojs311/index.php/cerrados, a maioria dos cadastros foi importada, mas caso não consiga fazer o login, mesmo após a recuperação de senha, será necessário fazer novo cadastro, incluindo a afiliação e o ORCID (https://orcid.org/register).

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REVISTA CERRADOS vol. 28, nº 51, ano 2019

Chamada para Publicação

Editor Chefe: Prof. Dr. André Luís Gomes

A Editoria da Revista Cerrados, Qualis B1, do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade de Brasília (UnB), abre chamada para artigos do Volume 28, Número 51, de 2019, com dossiê dedicado às relações entre literatura e artes e a política. Serão aceitas contribuições em português e em francês.

Data limite para envio de artigos: 15 DE JULHO DE 2019

Dossiê: Artistas e criadores, entre muros e exílios: trinta anos de solidão [1989-2019]

Sessão livre: Literatura e artes

 

Organizadores deste número (51):

Junia Barreto (Universidade de Brasília - UnB)

Leila de Aguiar Costa (Universidade Federal de São Paulo - Unifesp)

Antoine de Baecque (École Normale Supérieure – ENS Paris)

Gérard Wormser (Université de Rouen, Revista Sens public

 

Artistas e criadores, entre muros e exílios: trinta anos de solidão [1989-2019

Evento político maior, a queda do muro de Berlim em 1989, seguida da unificação da Europa, dividida entre socialista e capitalista, anunciavam para o mundo, novos ares de liberdade, de mobilidade e de criação. Entretanto, segundo a constatação de Paul Valéry por ocasião da Grande Guerra, em 1919 (La Crise de l’Esprit), “nós outros, civilizações, sabemos agora que somos mortais”. Então, nos vindos tempos da internet, sem nos servir da memória disponível em rede e ignorando o passado, impetramos novas guerras, inventamos os atentados terroristas, reeditamos as mais hediondas intolerâncias e imaginamos novos muros segregacionistas em plena era de globalização. Entre os conflitos e o desmantelamento da Iugoslávia, a guerra no Iraque ou os massacres em Ruanda, os atentados de 11 de setembro de 2001, que culminaram com a destruição das torres gêmeas em Nova Iorque e a morte de milhares de pessoas, firmaram um grande divisor de águas, a partir do qual o homem se experimenta, apesar da esfera pública da web, num voo solitário, temível e excessivamente individualista, isolando-se, apesar dos grupos de encontro e da exposição desmedida das redes sociais. Choque de liberdades.

No campo das artes e da literatura, o capitalismo fomentou suas marcas nos mais diferentes domínios e grifes de champagne e de bolsas de luxo tornaram-se os grandes financiadores de galerias e museus. A cultura, ao se tornar fator essencialmente econômico e alvo de todo tipo de isenções fiscais, fomentou o custeio do cinema e da dança (entre outros) pelas companhias petrolíferas, bancos e empresas de todo tipo. A literatura aproximou-se do marketing em sua política de edição e relação com autores. De forma geral, assistimos a arte se servir e girar em torno de decisores econômicos. Da irreverência da pop art dos anos 50-60, passamos à arte de Jeff Koons, atravessada pela publicidade. Da experimentação dos surrealistas, constatamos o enrijecimento dos modelos e a presença do academicismo. A arte narcísica vai ao encontro da folia das ‘selfies’ e da exposição de si nas redes sociais. Tal cultura narcísica parece incapaz de pensar o contemporâneo. O reino das ‘selfies’ revelaria, assim, a redução do mundo à sua menor expressão? Mas os contrastes são a marca dos artistas da atualidade. De um lado, a vivência em uma era de livre e fácil acesso, momento de empowerment dos sujeitos; de outro, a experiência de destituição, da expropriação, das margens expulsas do centro afetando multidões.  A experiência da marginalidade e da periferia simbolizaria um fato atual de sociedade, na qual é impossível pensar sob um modo unitário? Aqueles que cultivam a nostalgia de uma tal unidade se transformariam então em integristas sectários e em advogados do poder autoritário, de Daesh a Bolsonaro. Em 1989, o escritor Salman Rushdie foi condenado à morte por um regime integrista. Impedido de residir em seu próprio país, decide, como Victor Hugo, nos meados do século XIX, por seu próprio exílio. Estariam as aventuras culturais sensíveis da atualidade condenadas a falar desse desconforto, desse exílio, dessa impotência, como o fotógrafo Sebastião Salgado, o escultor Ai Weiwei, os escritores Michel Houellebecq e Atiq Rahimi, os tantos autores de quadrinhos em torno do fenômeno da imigração ou mesmo o resistente cineasta Jean-Luc Godard?

Este número da revista Cerrados propõe então refletir sobre os elos possíveis entre a literatura e as artes plásticas, fílmicas, dramáticas, visuais em todo gênero e os grandes acontecimentos políticos dos últimos 30 anos, face ao enrijecimento global das mentalidades e das instituições. Questionamos ainda como o advento da era digital e a constatação da globalização da vida, dos hábitos e das experiências humanas têm provocado forte impacto no campo artístico e literário - a obra dentro de uma economia substancialmente visual, assim como seus atores e agentes.

 

REVISTA CERRADOS vol. 28, nº 51, année 2019

Appel à contributions

Editeur en Chef : Prof. Dr. André Luís Gomes

La Revue Cerrados de l’école doctorale en littérature de l’Université de Brasilia (UnB) lance un appel à contributions pour le numéro 51, volume 28, de 2019, dont le dossier sera consacré aux rapports et aux enjeux entre la littérature et les arts et la politique. Seront acceptées des contributions en français et en portugais.

 

Date limite : 15 JUILLET 2019

Dossier : Artistes et créateurs, entre murs et exils : trente ans de solitude [1989-2019]

Section libre : Littérature et arts

Organisateurs de ce numéro (51) :

Junia Barreto (Universidade de Brasília - UnB)

Leila de Aguiar Costa (Universidade Federal de São Paulo - Unifesp)

Antoine de Baecque (École Normale Supérieure – ENS Paris)

Gérard Wormser (Université de Rouen, Revue Sens public

 

Artistes et créateurs, entre murs et exils : trente ans de solitude [1989-2019]

Évènement politique majeur, la chute du mur de Berlin en 1989, suivie de l’unification de l’Europe, divisée entre pays socialistes et capitalistes, annonçait au monde de nouveaux souffles de liberté, de mobilité et de création. Cependant, selon le constat de Paul Valéry au moment de la Grande Guerre, en 1919, « nous autres, civilisations, savons aujourd’hui que nous sommes mortelles » (La Crise de l’Esprit). Alors, à l’époque d’internet, quand nous ne nous servons pas de la mémoire disponible en réseaux et dans l’ignorance du passé, nous provoquons de nouvelles guerres, nous inventons les attentats terroristes, nous rééditons les plus affreuses intolérances et nous imaginons de nouveaux murs ségrégationnistes en pleine époque de mondialisation. Entre les conflits et le démantèlement de la Yougoslavie, la guerre en Irak ou les massacres au Rwanda, les attentats du 11 septembre 2001, qui ont provoqué la destruction des tours jumelles à New York et la mort de milliers de personnes, furent comme une nouvelle ligne de partage des eaux : depuis lors, en dépit de la sphère publique du web, l’homme se voit comme un pilote solitaire, terrible et excessivement individualiste, qui l’isole malgré les groupes de rencontre et l’exposition démesurée des réseaux sociaux. Choc de libertés.

Dans le domaine des arts et de la littérature, le capitalisme a stimulé ses marques dans les plus différents secteurs et les griffes de champagne et des sacs de luxe sont désormais les principaux financeurs des galeries et des musées. La culture s’est transformée en secteur économique essentiellement voué à devenir le support de toutes sortes d’exemptions fiscales : l’argent des compagnies pétrolières, des banques et de diverses entreprises irrigue le cinéma et la danse, et d’autres secteurs artistiques. Les politiques éditoriales et la promotion des auteurs ont rapproché la littérature du marketing. Plus généralement, nous voyons l’art courtiser les décideurs économiques. L’irrespect du Pop art des années 50-60 a fait place à l’art de Jeff Koons traversé par la publicité. Après l’expérimentation surréaliste, nous constatons le raidissement des modèles et le retour de l’académisme. L’art narcissique cautionne la folie des ‘selfies’ et de l’exposition de soi dans les réseaux sociaux. Cette culture narcissique semble incapable de penser le contemporain. Le royaume des ‘selfies’ ne révèle-t-il pas la réduction du monde à sa plus mince expression ? Tout au contraire, les contrastes sont la marque des artistes de l’actualité. D’un côté, ils partagent l’expérience de l’âge de l’accès libre et aisé, ce temps de capacitation (empowerment) des sujets ; mais par ailleurs, ils vivent l’expérience de la destitution, de l’expropriation et des marges expulsées du centre qui affectent les multitudes. L’expérience de la marginalité et de la périphérie symbolise-t-elle un fait actuel d’une société qu’il est devenu impossible de penser sous une manière unitaire ? Ceux qui cultivent la nostalgie d’une telle unité se sont transformés en intégristes sectaires et en avocats du pouvoir autoritaire, de Daesh à Bolsonaro. En 1989, l’écrivain Salman Rushdie a été condamné à mort par un régime intégriste. Interdit d’habiter son propre pays, il décide de s’exiler comme Victor-Hugo au milieu du XIXe siècle. Les aventures culturelles significatives d’aujourd’hui sont-elles condamnées à traiter de ce malaise, de cet exil, de cette impuissance, comme le photographe Sebastião Salgado, le sculpteur Ai Weiwei, les écrivains Michel Houellebecq et Atiq Rahimi, et tant d’auteurs de bandes dessinées encrés sur les questions d’immigration ? N’est-ce pas aussi le cas du cinéma de résistance de Jean-Luc Godard ?

Ce numéro de la revue Cerrados propose donc de réfléchir sur les rapports possibles de la littérature et des arts plastiques, filmiques, dramatiques et visuels de tous genres avec les grands évènements politiques des 30 dernières années, face au raidissement général des mentalités et des institutions. Nous nous interrogerons également sur l’impact des technologies numériques, de la mondialisation des modes de vie et de ces chocs historiques dans le champ artistique et littéraire, pour autant que les œuvres s’insèrent dans une nouvelle économie du visible, de ses acteurs et de ses intermédiaires. 

Pour toute soumission d’articles, il faudra s’inscrire sur le site de la revue http://periodicos.unb.br/index.php/cerrados/about/submissions et disposer d’un identifiant personnel de recherche ORCID https://orcid.org/ .

Les normes de publication en français sont disponibles dans la rubrique ‘soumissions’.