Repressão, autonomia e responsividade:

o direito que se exerce nas delegacias de polícia no Brasil

Autores

  • Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
  • Igor Suzano Machado Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Resumo

Neste artigo, trataremos das relações entre sociedade e Estado a partir da utilização das ideias de direito repressivo, autônomo e responsivo, de Nonet e Selznick, para entender as transformações operacionalizadas no âmbito da polícia civil de três estados brasileiros ”“ São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco ”“ em razão da pesquisa “Semana de visitas a delegacias de polícia”, que avalia os distritos policiais em termos de orientação para a comunidade, as condições materiais, o tratamento igualitário da população, a transparência e prestação de contas, as condições de detenção e, ao final, discute com os delegados os resultados obtidos, viabilizando a transformação da forma como o serviço policial é oferecido à população. A partir dos dados coletados em 64 delegacias de polícia visitadas em Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, em três anos consecutivos (entre 2009 e 2011) e, considerando a melhoria na qualidade do atendimento prestado à população, problematizamos como a polícia tem se tornado mais permeável e responsiva à população, apesar da permanência de fortes traços repressivos, como o peso da função de manutenção da ordem e de uma política de segredo do trabalho policial em torno do funcionamento das instituições.

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Biografia do Autor

Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Professora do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais.

Igor Suzano Machado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Publicado

09-03-2016

Como Citar

Ribeiro, L. M. L., & Machado, I. S. (2016). Repressão, autonomia e responsividade:: o direito que se exerce nas delegacias de polícia no Brasil. Sociedade E Estado, 29(1), 153–180. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5871