RESISTÊNCIA CENTRADA NO SOLO

AMANTES DO EXTREMO

Autores

  • Susana Soares Pinto Universidade do Porto
  • Carme Nogueira Universidade do Porto

DOI:

https://doi.org/10.26512/vis.v19i2.35406

Palavras-chave:

Solo. Protecção. Extrativismo. Resistência. Salar do Atacama.

Resumo

Em resposta à violência gerada pelo extrativismo sobre o planeta, cabe também à arte contemporânea uma missão: a de proteger e reparar os solos. Os povos mais prejudicados com a extracção de minérios necessários para o desenvolvimento da tecnologia “prometeica” necessitam de expandir a voz do solo que lhes dá a vida. O oxigénio e a água necessários para a nossa sobrevivência são desviados provocando a escassez e a contaminação. Simultaneamente, a ruralidade urbaniza-se, mineraliza-se e industrializa-se, e a matéria continua a ser, desde de Descartes, desprezada e rebaixada ao estatuto de objeto. Assim continua a ser desenvolvida a economia mundial.

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Publicado

2020-12-11

Como Citar

Soares Pinto, S., & Nogueira, C. (2020). RESISTÊNCIA CENTRADA NO SOLO: AMANTES DO EXTREMO. Revista VIS: Revista Do Programa De Pós-Graduação Em Arte, 19(2), 250–263. https://doi.org/10.26512/vis.v19i2.35406

Edição

Seção

Dossiê Artes e Utopias