The Deconstruction of “racial paradise”: the color line as a mark of colonialism

Authors

  • Lidomar Nepomuceno Universidade de Brasília (UnB)

Keywords:

Línea de color; Colonialismo; Raza; Paraíso racial; Du Bois.

Abstract

In this article, through a bibliographic review, I first make brief considerations about Colonialism as a system of domination, so that these may serve as a basis for thinking about the “color line” presented by W. E. B. Du Bois (2021); I provide some notes on his work in a broader sense, considering the use of the term “color line” within this larger framework of his studies. Having made these initial considerations, I present the perspective of three authors, Du Bois, Lélia Gonzalez and Max Gluckman, to analyze the USA, South Africa and Brazil with a view to identifying a dynamic of separation that may refer us to Du Bois’s “color line”. Finally, I propose that we take a closer look at the Brazilian context, considering Du Bois’s perception of Brazil as a “racial paradise” and how his perception was mistaken, given the way in which Brazilian society is structured by racism, as a racist and sexist “culture”.

 

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Published

2025-12-15 — Updated on 2025-12-22

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How to Cite

NEPOMUCENO, Lidomar. The Deconstruction of “racial paradise”: the color line as a mark of colonialism . Pós - Revista Brasiliense de Pós-Graduação em Ciências Sociais, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 191–201, 2025. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/revistapos/article/view/58270. Acesso em: 6 jan. 2026.