El tiempo de los orixás: meta meta como traducción de temporalidades corporales desobedientes
DOI:
https://doi.org/10.26512/revistacalundu.v9i2.58023Palabras clave:
Identidad plural, Orixás, Mẹta Mẹta, Traducción, Epistemologías afro-diaspóricasResumen
Este artículo propone una reflexión sobre la noción de pluralidad identitaria a partir de la cosmología de los orixás, articulada con prácticas traductoras que desafían la rigidez occidental de clasificación binaria y la lógica cartesiana. A partir de la expresión yoruba "Mẹta Mẹta", que significa "tres tres", se explora cómo esta concepción revela la complejidad de orixás como Logunedé, quien sintetiza en sí mismo características de Oxum, Odé y su propia individualidad. La idea de 1+1=3 evidencia una identidad múltiple, en la que la fusión de cualidades distintas no resulta en una división, sino en una potencia que amplía las posibilidades del ser. La pluralidad, lejos de ser fragmentada, se entiende como una forma de resiliencia creativa, un campo de afirmación de las diferentes dimensiones del ser. Basándose en epistemologías afro-diaspóricas, en prácticas rituales y en narrativas de matriz africana, el texto analiza cómo esta pluralidad se manifiesta en lenguajes artísticos, literarios y performáticos, creando un espacio donde la traducción se convierte en un gesto de insurgencia, una forma de dar cuerpo y lengua a identidades disidentes que resisten a la normalización.
Descargas
Citas
BENISTE, José. Dicionário yorubá-português. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.
CARVALHO, Pablo Araujo de. Orixá meta-meta e Ogum Xoroquê. 2016. Disponível em: www.webartigos.com. Acesso em: 5 mar. 2025.
CASTRO, Yeda Pessoa de. Falares africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2001.
EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. 1. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.
FATUNMBI, Awo Fá'lokun. Yemoja/Olokun: Ifá and the spirit of the ocean. Brooklyn, NY: Original Publications, 1993.
HOOKS, Bell. Tudo sobre o amor: novas perspectivas. São Paulo: Rosa dos Tempos, 2000.
JOSÉ, Larissa Pereira. Santos e Orixás: como a religião católica e a escravidão apagaram as divindades dos povos Iorubá. 2023. Disponível em: contrapontodigital.pucsp.br. Acesso em: 5 mar. 2025.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: Episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LÉPINE, Claude. Os dois Reis do Danxome – Varíola e Monarquia na África Ocidental 1650 – 1800. São Paulo: FAPESP, 2000. 219 p.
LUGONES, Maria. “Rumo a um feminismo descolonial.” Revista Estudos Feministas, v. 22, n. 3, p. 935–952, 2014.
MADDOX, Cleberson Diego Gonçalves. Decolonização do pensamento em arte e educação. 2021. 278 f. Tese (Doutorado em Educação) — Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2021.
MARINHO, Roberval José. Os orisa e suas qualidades. 1. ed. Brasília, DF: Roberval José Marinho, 2018.
MARTINS, Leda Maria. Performance do Tempo Espiralar: Poéticas do Corpo-Tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.
OLIVEIRA, Océlio Lima de. O léxico da língua de santo: A língua do povo de santo em terreiros de candomblé de Rio Branco, Acre. Rio Branco: Edufac, 2019.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
PRECIADO, Paul B. Um apartamento em Urano: crônicas da travessia. São Paulo: n-1 edições, 2019.
SEGATO, Rita Laura. “Género, y Colonialidad: en busca de claves de lectura y de un vocabulario estratégico descolonial.” In: BIDASECA, K. (Ed.). Feminismos y poscolonialidad: descolonizando el feminismo desde y en América Latina. Buenos Aires: Godot, 2011. p. 17-47.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Revista Calundu

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution ( https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ ) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o encerramento do processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.

