Fabbrica Senza Carcere

a Prescindibilidade da Prisão para a Administração da Mão de Obra na Consolidação do Capitalismo Brasileiro e a Deterioração do Encarcerado Sem Trabalho

Autores

Palavras-chave:

Criminologia Brasileira , Trabalho Prisional , Pena Privativa de Liberdade , História da Prisão , Criminologia Crítica

Resumo

Este artigo analisa a aplicabilidade, no Brasil, de teorias da criminologia crítica que vinculam o cárcere à consolidação do capitalismo pelo trabalho forçado. Investiga também como a ausência de trabalho prisional obsta a reintegração social, deteriorando a identidade e capacidade laboral do apenado, em contraste com a função declarada da pena. A relevância do tema reside na incapacidade da crítica criminológica tradicional em propor soluções para a superlotação e a reincidência. Com abordagem exploratória, descritiva e explicativa, a metodologia mescla pesquisa bibliográfica, análise de dados estatísticos (SISDEPEN/DEPPEN) e estudo de caso baseado em breve pesquisa de campo com detentos da Penitenciária Central do Estado II, no Paraná (PCE-US/PR). O estudo parte das teorias de Rusche e Kirchheimer (“Punição e Estrutura Social”) e Melossi e Pavarini (“Cárcere e Fábrica”), contrastando-as com a história da prisão no Brasil, conectada à construção de uma sociedade desigual (Giamberardino; Jessé Souza; Clóvis Moura; Sidney Chahloub). Conclui-se que, no Brasil, o cárcere não se alinha à gestão da mão de obra, mas a um projeto nacional higienista e aporofóbico, de raízes escravocratas, destinado a descartar “subcidadãos”. Trata-se de uma gestão de refugo. O estudo avalia os efeitos degenerativos desta realidade sobre o interno (Western) e a não confiabilidade dos dados oficiais. Por fim, aponta que a emancipação das classes subalternas da invisibilidade depende de ação agregadora que restaure laços sociais destruídos pela segregação e pelo não trabalho.

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Biografia do Autor

Guilherme Gabardo Bornancin, Universidade Federal do Paraná

Mestrando em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Especialista em Direito Penal e Processual Penal pela Faculdade Focus. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Tutor do projeto de extensão "Refúgio, Migrações e Hospitalidade" na Universidade Federal do Paraná. Pesquisador membro do Núcleo de Estudos sobre a Internacionalização do Poder Punitivo (NEIPP-UFPR) e do Núcleo de Criminologia e Política Criminal (NCPC-UFPR) (Curitiba – PR). Residente jurídico no núcleo criminal da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR).

Rui Carlo Dissenha, Universidade Federal do Paraná

Doutor em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Direito (LL.M.) em Direito Internacional Público com especialização em Direito Penal Internacional pela Universidade de Leiden (Holanda). Mestre em Direito das Relações Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Diplôme Supérieur de l'Université en Droit Pénal pela Université Paris II (França). Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná. Líder do Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos sobre Internacionalização do Poder Punitivo (NEIPP) do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná (Curitiba – PR). Advogado.

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Publicado

17.12.2025

Como Citar

GABARDO BORNANCIN, Guilherme; CARLO DISSENHA, Rui. Fabbrica Senza Carcere: a Prescindibilidade da Prisão para a Administração da Mão de Obra na Consolidação do Capitalismo Brasileiro e a Deterioração do Encarcerado Sem Trabalho. Revista Latino-Americana de Criminologia, [S. l.], v. 5, n. 2, p. 71–110, 2025. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/relac/article/view/60047. Acesso em: 18 jan. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: Neoliberalismo e gestão da violência na América Latina