A Arqueologia do Passado e do Futuro na Amazônia
DOI :
https://doi.org/10.4000/13xmgMots-clés :
Arqueologia AmazônicaRésumé
Até o final do século XX as hipóteses consagradas na arqueologia sul-americana dividiam o continente em quatro grandes áreas culturais, que corresponderiam também a estágios evolutivos: 1) os Andes Centrais, suposto berço das civilizações, da religião estruturada e do estado; 2) o Circum-Caribe, onde as formas de controle político e religião seriam menos estruturadas que nos Andes Centrais; 3) Floresta Tropical, incluindo áreas da Amazônia e Mata Atlântica, parte das chamadas “terras baixas” a leste dos Andes, e marcada pela presença de populações vivendo em aldeias autônomas com certa mobilidade e praticando agricultura de itinerante; e, finalmente, 4) Povos Marginais, presentes em distintas áreas das terras baixas, e caracterizadas pela ausência de agricultura permanente, pela grande mobilidade, baixa densidade demográfica e importância econômica da caça e coleta. De acordo com esse esquema, a suposta ausência de assentamentos permanentes, densos e de ocupação de longa duração na Floresta Tropical seria resultado da ação de fatores limitantes no meio ambiente – solos pobres ou ausência de proteína animal – que impediriam o crescimento demográfico.
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Neves, Eduardo G. 2022. Sob os tempos do equinócio: oito mil anos de história na Amazônia Central. São Paulo, Ubu Editora.
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© Eduardo Góes Neves 2025

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