Carta a mi madre negra: un ensayo sobre el encuentro de epistemes y la condición del negro
Palabras clave:
Carta, Acciones Afirmativas, Saberes, Epistemicidio, ColonialidadResumen
Escrito en forma de carta, este ensayo propone una reflexión crítica sobre las tensiones entre los saberes académicos y aquellos históricamente deslegitimados, a partir de los extrañamientos vividos por estudiantes negros al ingresar a la universidad. La madre negra evocada aquí no remite a la figura debatida por Gilberto Freyre y Lélia Gonzalez en el contexto de la formación de la sociedad brasileña. No obstante, su agencia y su saber, reconocidos por Gonzalez, atraviesan todo el ensayo. Por tratarse de una carta, se adopta una narrativa dialógica, afectiva y personal. Sin embargo, no se trata de un relato particularizado; la madre — destinataria de la carta — no es específicamente la del autor, aunque su presencia compone esta imagen discursiva. Basada en marcos teóricos y experiencias vividas, la carta se convierte en una herramienta metodológica para explorar este encuentro entre epistemes. Inspirado en las obras de Frantz Fanon, Lélia Gonzalez y Sueli Carneiro, el ensayo analiza los procesos de subjetivación y las relaciones de dominación implicadas en la experiencia universitaria, cuestionando la supuesta neutralidad de este campo y los mecanismos que operan en la jerarquización del conocimiento. La madre negra, lejos de ser una destinataria pasiva, asume el papel de interlocutora crítica, cuyas percepciones y enseñanzas revelan las limitaciones del ethos académico.
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- 2025-12-22 (2)
- 2025-12-15 (1)
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