Sair dos antropologismos e descolonizar o saber

Auteurs-es

  • Seloua Luste Boulbina Université Diderot Paris VII

Mots-clés :

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Résumé

 

A questão “O que aprendemos do desvio pelo Outro? ” é interessante, todavia, com a condição de efetuar uma inversão epistemológica e política, uma vez que todos os colonizados conheceram o desvio pelo Outro de forma forçada, ou seja, através da violência. Eles foram inevitavelmente desviados deles mesmos e de certa forma europeizados. Nessa perspectiva pós-colonial e não pós”“imperial, que é o caso como “nós europeus aprendemos” ”“ a colônia já é uma provincialização cultural da Europa. A adesão à igualdade simbólica, através das independências, é uma declaração (statement) de humanidade na sua tripla dimensão: racional, política e mimética (artística). Por isso, os processos de descolonização consistiram sobre diversos planos, racional, político, mimético, a fim de fazer desaparecer os antropologismos, mesmo se é de maneira variável e diferenciada, pois as utilizações políticas da etnologia excluídas, algumas vezes, no dia seguinte às independências como modo de conhecimento, não desapareceram necessariamente.

 

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Références

BALIBAR, Etienne. Citoyen sujet et autres essais d’anthropologie philosophique. Paris : PUF, 2011.
LEIRIS, Michel. L’Afrique fantôme (1934). Paris : Tel Gallimard, 1981.
MUDIMBE, Valentin. L’Odeur du père : essai sur les limites de la science et de la vie en Afrique noire. Paris : Présence Africaine, 1982.
TONDA, Joseph. L’impossible décolonisation des sciences sociales africaines. Mouvements, n°72, 2012.

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Publié-e

2017-01-04

Comment citer

Luste Boulbina, S. (2017). Sair dos antropologismos e descolonizar o saber. Revista XIX, (3), 46–58. Consulté à l’adresse https://periodicos.unb.br/index.php/revistaXIX/article/view/21593