DA REGULAÇÃO RESPONSIVA À REGULAÇÃO INTELIGENTE
UMA ANÁLISE CRÍTICA DO DESENHO REGULATÓRIO DO SETOR DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.26512/2446-52592020e31093Palavras-chave:
Setor ferroviário brasileiro. Desenho regulatório. Regulação responsiva. Regulação inteligente. Pirâmides regulatórias.Resumo
Propósito ”“ Com base na teoria da regulação responsiva e na teoria da regulação inteligente (smart regulation), o presente artigo pretende analisar em que medida o desenho regulatório do setor ferroviário de transporte de cargas brasileiro, no período de 1996 a 2019, preenche os pressupostos das teorias citadas e quais os benefícios práticos que poderiam advir da incorporação dos seus preceitos para o setor estudado.
Metodologia/abordagem/design ”“ Pretende-se desenvolver o artigo proposto mediante a realização de trabalho teórico-normativo. A apresentação da teoria da regulação responsiva, das pirâmides regulatórias (a literatura identifica pelo menos onze), bem como dos princípios, indicadores e status preferenciais da regulação inteligente terá papel central no estudo proposto. O artigo pretende realizar o cotejo do marco legal regulatório do setor com as teorias enunciadas, com o intuito de demonstrar a hipótese investigada.
Resultados ”“ Pretende-se demonstrar que a incorporação em maior medida de estratégias e mecanismos regulatórios próprios da teoria da regulação responsiva, bem como a consideração em maior escala dos princípios enunciados pela teoria da regulação inteligente no setor de transporte ferroviário brasileiro é essencial para a modernização, para a melhoria do ambiente regulatório e para a necessária expansão do serviço regulado.
Implicações práticas ”“ Os resultados do presente artigo podem trazer novas reflexões aos diversos atores participantes do ambiente regulatório (governo, reguladores, mercado/setor regulado e sociedade civil), com vistas à gradual e progressiva incorporação em maior medida dos mecanismos da regulação responsiva e dos princípios da regulação inteligente.
Downloads
Referências
ARANHA, M. I. Manual de Direito Regulatório: Fundamentos de Direito Regulatório. 5ª ed., London: Laccademia Publishing, 2019.
ASSIS, A. C. V. et al. Ferrovias de Carga Brasileiras: Uma Análise Setorial. BNDES Setorial, n. 46, 2017.
AYRES, I.; BRAITHWAITE, J. Responsive Regulation: Transcending the Deregulation Debate. Oxford: Oxford University Press, 1992.
BALDWIN, R.; BLACK, J. Really Responsive Regulation. LSE Law, Society and Economy Working Papers, Londres, v. 15, 2007.
BRAITHWAITE, J. To Punish or Persuade: Enforcement of Coal Mine Safety. Albany: State University of New York Press, 1985.
BRAITHWAITE, J. Responsive Regulation and Developing Economies. World Development, v. 34, n. 5, p. 884-898, 2006.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Atlas CNT do Transporte: ferrovias, 2ª. Edição, Brasília: CNT/SEST/SENAT, 2019. Disponível em: <https://www.atlas.cnt.org.br>. Acesso em: 31/07/2019.
DURÇO, F. F. A regulação do setor ferroviário brasileiro: monopólio natural, concorrência e risco moral, 2012.
EPL ”“ EMPRESA DE PLANEJAMENTO E LOGÍSTICA. Transporte inter-regional de carga no Brasil. Panorama 2015, 2016.
FELIX, M. K. R.; CAVALCANTE FILHO, J. T. Marco Normativo do Setor Ferroviário Brasileiro: Caminhos para Superação da Insegurança Jurídica e Regulatória. Brasília: Núcleo de Estudos e Pesquisas/CONLEG/Senado, 2016.
GUNNINGHAM, N.; GRABOSKY, P. Smart Regulation: Designing Environmental Policy. Oxford: Clarendon Press, 1998.
KOLIEB, J. When to Punish, When to Persuade and When to Reward: Strengthening Responsive Regulation with the Regulatory Diamond. Monash University Law Review, v. 41, n. 1, p. 136-162, 2015.
LOPES, O. A. Fundamentos da regulação. Rio de Janeiro: Processo, 2018.
MASCINI, P. Why was the Enforcement Pyramid so Influential? And what price was paid? Regulation & Governance, v. 7, p. 48-60, 2013.
UNION INTERNATIONALE DES CHEMINS DE FER. Statistique des chemins de fer ”“ Synthé€se. 2014.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Journal of Law and Regulation

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Ao submeter seu artigo à Revista de Direito, Estado e Telecomunicações, declaro aceitar a licença de publicação Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), disponível em http://creativecommons.org/licenses/by/4.0.
