O Ser-Para-a-Morte no Horizonte da Analítica Existencial de Martin Heidegger

Autores

  • Renato Kirchner Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Palavras-chave:

Analítica existencial. Ser-para-a-morte. Decisão antecipadora. Poder-ser-todo. Martin Heidegger.

Resumo

A presença é o único ente que, de fato, ex-siste. É o único ente não-seguro, não-pronto, não-acabado, mas essencialmente cura, ou seja, cuidado, contínua busca de segurança. A condição de finitude, isto é, de que ela é mortal, finita, revela e acusa isso. Com efeito, enquanto a morte não vem, a presença continua existindo, sendo e estando na tarefa de ser sob um modo possível de ser. Sabendo que a presença é o ente que existe faticamente, isto é, está jogado no mundo. Por isso, o fato primordial da presença constitui-se propriamente em sua facticidade.  Limitamo-nos aqui a entender os fenômenos “poder-ser-todo” e “decisão antecipadora”. Cabe considerar, inicialmente, que a decisão antecipadora constitui um modo privilegiado do si-mesmo da presença e o poder-ser-todo assegura a constituição ontológica originária dela. Nossa preocupação consiste em assegurar e demonstrar a unidade e totalidade originárias da presença através da interpretação desses dois fenômenos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BICCA, Luiz Eduardo de Oliveira. Ipseidade, angústia e autenticidade, Síntese Nova Fase, vol.

, n. 76, p. 35-56, 1997.

DASTUR, Françoise. Heidegger e a questão do tempo. Lisboa: Instituto Piaget, 1997.

FOGEL, Gilvan. Da solidão perfeita. Petrópolis: Vozes, 1999.

HEIDEGGER, Martin. Der Begriff der Zeit. Tübingen: Max Niemeyer, 1989.

HEIDEGGER, Martin. O conceito de tempo. Cadernos de Tradução, Departamento de Filosofia

da USP, n. 2, p. 6-39, 1997.

HEIDEGGER, Martin. Kant und das Problem der Metaphysik. Frankfurt am Main: Vittorio

Klostermann, 1991.

HEIDEGGER, Martin. Prolegomena zur Geschichte des Zeitbegriffs. 3. ed. rev. Frankfurt am

Main: Vittorio Klostermann, 1994.

HEIDEGGER, Martin. Caminhos de floresta. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.

KIRCHNER, Renato. Agostinho e Aristóteles como “fontes” para o conceito heideggeriano de

tempo. Revista Filosófica São Boaventura, v. 2, p. 39-57, 2009.

KIRCHNER, Renato. De “ser” e de “tempo”: uma aproximação fenomenológica em perspectiva

heideggeriana. Quadranti: Rivista Internazionale di Filosofia Contemporanea, v. V, p. 228-244,

LELOUP, Jean-Yves. O evangelho de Tomé. Petrópolis: Vozes, 1998.

ORTEGA Y GASSET, José. Que é filosofia? Rio de Janeiro: Livro Ibero-Americano, 1961.

ORTEGA Y GASSET, José. História como sistema. Brasília: Editora Universidade de Brasília,

ORTEGA Y GASSET, José. Em torno a Galileu. Esquema das crises. Petrópolis: Vozes, 1989.

PASCAL, Blaise. Pensamentos escolhidos. Lisboa: Verbo, 1972.

PISETTA, Écio Elvis. Tolstoi e Heidegger: Da morte indiferente à morte própria. Revista

Dissertatio de Filosofia, v. 44, p. 80-104, 2016.

STEINER, George. As ideias de Heidegger. Cultrix, São Paulo, 1982.

TOLSTOI, Leão. A morte de Ivan Ilitch. Rio de Janeiro: Lacerda, 1997.

Publicado

2020-04-27

Como Citar

Kirchner, R. (2020). O Ser-Para-a-Morte no Horizonte da Analítica Existencial de Martin Heidegger. Revista Brasileira De Filosofia Da Religião, 6(1), 79 - 95. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/rbfr/article/view/29017

Edição

Seção

Deus e a Religião