A estética contemporânea:
nova poética, novo olhar
DOI:
https://doi.org/10.1590/S2316-40182012000100012Resumen
O chamado Pós-Modernismo no Brasil, como na maioria dos países do mundo ocidental, é um fenômeno multifacetado, repleto de indeterminação. Um dos aspectos desse panorama é a desconfiança das estruturas discursivas pretensamente estáveis que pareciam caracterizar a linguagem modernista, a consciência da precariedade dos fundamentos e determinações, disseminando-se então na ideia de errância, de dispersão, de insuficiência do pensamento dialético de suporte racionalista-iluminista. Essa atitude tende a produzir uma estética do estranhamento, em que a literatura parece inclinar-se a se configurar como uma atividade singular, um ato indiferenciado daquele que escreve, no avesso obscuro e silencioso da linguagem. Este texto pretende empreender uma reflexão sobre como essa dispersão de saberes, e suas relações com o poder de dizer se processam em algumas obras já canônicas da literatura brasileira contemporânea, e como essa condição parece determinar uma nova maneira de se olhar essa literatura, subvertendo os saberes, as formas, os gêneros, os conceitos que até um certo momento nos bastavam para enquadrar o texto literário.
Descargas
Citas
AGAMBEN, Giorgio (1999). Ideia da prosa. Trad. João Barrento. Lisboa: Cotovia.
ALVIM, Francisco (2000). Elefante. São Paulo: Companhia das Letras.
ANTUNES, Arnaldo (1993). Tudos. Rio de Janeiro: Iluminuras.
BARROS, Manoel de (2007). Poemas rupestres. 3. ed. Rio de Janeiro: Record.
BLANCHOT, Maurice (2003). La part du feu. Paris: Gallimard.
CAMPOS, Augusto (2003). NÃO poemas. São Paulo: Perspectiva.
CONNOR, Steven (2004). Cultura pós-moderna: introdução à s teorias do contemporâneo. 5. ed. Trad. Adail Ubirajara Sobral e Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola.
DELEUZE, Gilles (1997). Crítica e clínica. Trad. Peter Pál Pelbart. São Paulo: Editora 34.
HASSAN, Ihab (1982). The dismemberment of Orpheus. Madison: The University of Wisconsin Press.
HEIDEGGER, Martin (2008). A origem da obra de arte. Lisboa: Editora 70.
LEITE, Sebastião Uchoa (1991). A uma incógnita. São Paulo: Iluminuras.
LEMINSKI, Paulo (2000). La vie en close. São Paulo: Brasiliense.
MACHADO, Roberto (2000). Foucault, a fi losofi a e a literatura. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
PRADO, Adélia (1993). Bagagem. Sao Paulo: Editora Siciliano.
______ (2006). O coração disparado. Rio de Janeiro, Record.
SALOMÃO, Waly (2000). Gigolô de bibelôs. Rio de Janeiro: Rocco.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Los autores que publican en esta revista concuerdan con los siguientes términos:
a) Los (los) autores (s) conservan los derechos de autor y conceden a la revista el derecho de primera publicación, siendo el trabajo simultáneamente licenciado bajo la Licencia Creative Commons de Atribución-No Comercial 4.0, lo que permite compartir el trabajo con reconocimiento de la autoría del trabajo y publicación inicial en esta revista.
b) Los autores (a) tienen autorización para asumir contratos adicionales por separado, para distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta revista (por ejemplo, publicar en repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de autoría y reconocimiento publicación inicial en esta revista.
c) Los autores tienen permiso y se les anima a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) después del proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y la citación del trabajo publicado (ver el efecto del acceso libre).
d) Los (as) autores (as) de los trabajos aprobados autorizan la revista a, después de la publicación, ceder su contenido para reproducción en indexadores de contenido, bibliotecas virtuales y similares.
e) Los (as) autores (as) asumen que los textos sometidos a la publicación son de su creación original, responsabilizándose enteramente por su contenido en caso de eventual impugnación por parte de terceros.