Poesia em campo expandido: uma leitura de Sabonete Pôncio Pilatos, de Diego Dourado

DOI:

https://doi.org/10.1590/2316-40186112

Palavras-chave:

poesia expandida, Diego Dourado, materialidade, diálogo interartes

Resumo

Este artigo pretende articular uma leitura de um poema contemporâneo no qual estão presentes hibridismos, alargamentos de campo e diálogos entre linguagens. O trabalho escolhido é Sabonete Pôncio Pilatos, do poeta maranhense Diego Dourado, o qual pode ser pensado como poema-objeto, poema-performance, poesia conceitual, poema expandido, entre outras categorias provisórias e insuficientes. Situada no entrelugar entre poesia e artes plásticas, a obra agencia relações com o contexto de produção e circulação, convidando a uma leitura de seu caráter presencial e interartístico, que leva a questionarmos a relação entre as escolhas matéricas e suas reverberações políticas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALEIXO, Ricardo (2017). Encontros: a arte da entrevista. Rio de Janeiro: Beco do Azougue.

AUSLANDER, Phillip (2012). A performatividade da documentação de performance. Tradução Jorge Menna Barreto. ¿Hay em Portugués?, Florianópolis, n. 2, s.p.

CAMPOS, Augusto de; PIGNATARI, Decio; CAMPOS, Haroldo de (2006). Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos 1950−1960. São Paulo: Ateliê.

DA VINCI, Leonardo (1943). Tratado de la pintura. Tradução Mario Pittaluga. Buenos Aires: Losada.

DOURADO, Diego (2014). Exclusivo ”“ Entrevista com o Poeta e Artista Plástico Diego Dourado. [Entrevista cedida a] Anand Rao. Cultura Alternativa, 9 nov 2014. 10min29s. Disponível em: https://bit.ly/324bsSx. Acesso em: 2 fev. 2019.

DOURADO, Diego (2015). Antologia dos estilhaços. Rio de Janeiro: 7Letras.

DOURADO, Diego (2016). Convergência: relações entre arte, poesia e música. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) ”“ Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

FRIAS, Joana Matos (2008). Ut pictura poesis non erit. Lisboa: Revista Relâmpago, v. 10, n. 23, p.163-179.

FIORIN, José Luiz et al. (2003). Dialogismo, polifonia, intertextualidade. São Paulo, Edusp.

EISENSTEIN, Sergei (1958). Film form and The film sense: two complete and unabridged works by Sergei Eisenstein. Tradução de Jay Leyda. New York: Meridian Books.

HELDER, Herberto (2017). Photomaton & vox. Rio de Janeiro: Tinta-da-china Brasil.

KRAUSS, Rosalind (2004). A escultura no campo ampliado. Arte & Ensaios, Rio de Janeiro, 17, p.128-137.

LESSING, Gotthold Ephraim (2011). Laocoonte ou sobre as fronteiras da Pintura e da Poesia. Tradução Márcio Seligmann-Silva. São Paulo: Iluminuras.

LICHTENSTEIN, Jacqueline (Org) (2006). A pintura: textos essenciais. São Paulo: Ed. 34. v. 5.

MARTELO, Rosa Maria (2012). O cinema da poesia. Lisboa: Documenta.

PERLOFF, Marjorie (2013). O gênio não original: poesia por outros meios no novo século. Belo Horizonte: Editora UFMG.

POUND, Ezra (s.d.). ABC da literatura. Tradução de Augusto de Campos e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix.

SABONETE Pôncio Pilatos. Roteiro de Diego Dourado. Direção de Emílio Sagaz Andrade. Produzido por Orige e sagazrock, com trilha original e edição de Emílio Sagaz. 2 min 41 seg. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=C_HYElIzEGo. Acesso em: 2 fev. 2019.

Downloads

Publicado

2020-11-22

Como Citar

Poesia em campo expandido: uma leitura de Sabonete Pôncio Pilatos, de Diego Dourado. (2020). Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, (61), 1–9. https://doi.org/10.1590/2316-40186112