Semiótica temporal: O passado como expressão do futuro
DOI:
https://doi.org/10.18830/issn2238-362X.v15.n2.2025.08Palavras-chave:
Semiótica do tempo, Narrativa, Modalização, EnunciaçãoResumo
Este artigo investiga como a semiótica constrói o tempo como efeito de sentido e articula passado, presente e futuro. A partir de Greimas e Courtés, explora-se a temporalização como processo discursivo que transforma sequências narrativas em cronologias significativas. Em Landowski, analisa-se a variação das escalas temporais e os regimes de significação, mostrando como a pandemia revelou disputas entre leituras imediatistas e programáticas do futuro. Com base em Flores, discute-se a enunciação como espaço de construção do presente, considerando a posição do sujeito em relação à cena narrada, ou seja, vivência ou atualidade. O artigo argumenta que o passado não apenas antecede, mas prefigura o futuro como herança, advertência, promessa ou ameaça. Para tanto, utilizamos as modalidades como poder-ser, dever-ser e poder-fazer que estruturam os sentidos do tempo, evidenciando as formas pelas quais projetamos o porvir com base em experiências passadas e posicionamentos presentes. É com essa organização que a semiótica nos permite descrever criticamente esses processos, mostrando como discursos mobilizam memórias e expectativas em narrativas temporais que constroem sentidos sociais, políticos e culturais do tempo.
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Referências
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