Fragmentação simbiótica e polarização discursiva – uma análise ecossistêmica das disputas ideológicas no Brasil contemporâneo
Resumo
Este artigo analisa a intensificação da polarização discursiva no Brasil contemporâneo à luz da Linguística Ecossistêmica e da Análise do Discurso Ecossistêmica (ADE). Fundamenta-se na concepção de ecossistema linguístico como integração entre povo, território e língua (Couto, 2007, 2016) e na compreensão do discurso como fenômeno relacional emergente das interações comunicativas situadas (Couto, 2013; Couto; Couto; Borges, 2015). Parte-se da hipótese de que a mediação algorítmica das redes sociais digitais intensifica regularidades discursivas, reforça vieses de confirmação e reduz a permeabilidade entre comunidades de fala, produzindo um encapsulamento cognitivo e enrijecimento ideológico. Propõe-se o conceito de fragmentação simbiótica para descrever a dinâmica pela qual polos antagonizados se constituem como instâncias discursivas interdependentes, retroalimentando-se por meio da oposição constante. Argumenta-se que tal processo configura um desequilíbrio ecossistêmico nos planos mental e social, favorecendo o anticientificismo, a banalização política e a naturalização de discursos excludentes. O estudo contribui para ampliar o debate sobre linguagem, tecnologia e sociedade sob uma perspectiva ecossistêmica crítica.
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