Fragmentação simbiótica e polarização discursiva – uma análise ecossistêmica das disputas ideológicas no Brasil contemporâneo

Autores

  • Anderson Nowogrodzki da Silva Universidade Federal de Goiás

Resumo

Este artigo analisa a intensificação da polarização discursiva no Brasil contemporâneo à luz da Linguística Ecossistêmica e da Análise do Discurso Ecossistêmica (ADE). Fundamenta-se na concepção de ecossistema linguístico como integração entre povo, território e língua (Couto, 2007, 2016) e na compreensão do discurso como fenômeno relacional emergente das interações comunicativas situadas (Couto, 2013; Couto; Couto; Borges, 2015). Parte-se da hipótese de que a mediação algorítmica das redes sociais digitais intensifica regularidades discursivas, reforça vieses de confirmação e reduz a permeabilidade entre comunidades de fala, produzindo um encapsulamento cognitivo e enrijecimento ideológico. Propõe-se o conceito de fragmentação simbiótica para descrever a dinâmica pela qual polos antagonizados se constituem como instâncias discursivas interdependentes, retroalimentando-se por meio da oposição constante. Argumenta-se que tal processo configura um desequilíbrio ecossistêmico nos planos mental e social, favorecendo o anticientificismo, a banalização política e a naturalização de discursos excludentes. O estudo contribui para ampliar o debate sobre linguagem, tecnologia e sociedade sob uma perspectiva ecossistêmica crítica.

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Publicado

2026-02-28

Como Citar

Nowogrodzki da Silva, A. (2026). Fragmentação simbiótica e polarização discursiva – uma análise ecossistêmica das disputas ideológicas no Brasil contemporâneo. Ecolinguística: Revista Brasileira De Ecologia E Linguagem (ECO-REBEL), 12(1), 76–90. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/erbel/article/view/61599

Edição

Seção

Artigos