Arqueologia para etnólogos

colaborações entre arqueologia e antropologia na Amazônia

Autores

  • Denise Pahl Schaan

Palavras-chave:

Arqueologia, Amazônia, Paisagem, Povos indígenas

Resumo

A etnologia e a arqueologia desenvolveram-se no Brasil no século XX como campos distintos do conhecimento. A institucionalização dessas disciplinas nas universidades, a partir principalmente de modelos europeus, influenciou o modo como se produziu conhecimento sobre as sociedades indígenas brasileiras. Na arqueologia amazônica, a etnologia teve e tem um papel importante na interpretação do registro arqueológico, ao passo que o contrário não é verdadeiro. Este artigo centra-se na relação entre arqueologia e etnologia na Amazônia. É analisado o uso que a abordagem ecológico-cultural na arqueologia faz dos dados etnográficos e as reações contrárias vindas do campo da ecologia histórica, com exemplos de transformações pré-colombianas da paisagem na ilha de Marajó, no Baixo Amazonas e no Acre. Finalmente, argumenta-se que uma colaboração entre etnólogos e arqueólogos poderia favorecer a etnologia com uma perspectiva histórica, assim como a arqueologia tem se beneficiado de diversas perspectivas antropológicas ao longo de sua história.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Referências

ADAMS, William Yewdale. 1998. The Philosophical Roots of Anthropology. Stanford, Calif.: CSLI. (CSLI Lecture Notes).
BALÉE, William. 1989a. “The Culture of Amazonian Forests”. Advances in Economic Botany, 7:1-21. Edited by Darrel A. Posey and William Balée. Resource Management in Amazonia: Indigenous and Folk Strategies. New York: New York Botanical Garden.
______. 1989b. “Managed Forest Succession in Amazonia: the Ka’apor Case”. Advances in Economic Botany, 7:129-158.
______. 2006. “The research Program of Historical Ecology”. Annual Review of Anthropology, 35:75-98.
______. 2009. “The four-field model of anthropology in the United States”. Amazônica, 1(1):28-53.
______. 2010. “Historical Ecology”. Diversity, 1(2):230-233.
______. (Org.). 1998. Advances in Historical Ecology. New York: Columbia University Press.
BALÉE, William et al. 2014. “Florestas antropogênicas no Acre: inventário florestal do geoglifo ‘Três Vertentes’, município de Acrelândia”. Amazônica: Revista de Antropologia, 6(1):140-169.
BARATA, Frederico. 1950. “A arte oleira dos Tapajó I: considerações sobre a cerâmica e dois tipos de vasos característicos”. Publicações do Instituto de Antropologia e Etnologia do Pará, 2:1-47.
BARRETO, Cristiana. 1999-2000. “A construção de um passado pré-colonial: uma breve história da arqueologia no Brasil”. Revista USP, 44:32-51.
BARTH, Fredrik. 2005. One Discipline, Four Ways: British, German, French, and American Anthropology. Chicago: University of Chicago Press. (The Halle Lectures).
BELTRÃO, Jane Felipe. 2013. “Pertenças, territórios e fronteiras entre os povos indígenas dos rios Tapajós e Arapiuns versus o Estado brasileiro”. Antares: Letras e Humanidades, 5:5-27.
BETTENDORFF, Pe. João Felipe. 1990. Crônica dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Secretaria de Estado da Cultura. (Lendo o Pará, 5).
BEZERRA, Marcia. 2008. “Bicho de nove cabeças: os cursos de graduação e a formação de arqueólogos no Brasil”. Revista de Arqueologia, 21(2):139-154.
BINFORD, Lewis. 1962. “Archaeology as Anthropology”. American Antiquity, 28(2):217-225.
BOAS, Franz. 1911. “Changes in the Bodly Form of Descendants of Immigrants”. American Anthropologist, 14:530-562.
BOAS, Franz & STOCKING, George W. 1974. The Shaping of American Anthropology, 18831911; a Franz Boas Reader. New York: Basic Books.
BOOMERT, Arie. 1987. “Gifts of the Amazons: ‘Greenstone’ pendants and beads as items of ceremonial exchange in Amazonia”. Antropologica, 67:33-54.
BRABO, Maria José Carvalho. 1981. “Pescadores, geleiros, fazendeiros: os conflitos de pesca em Cachoeira do Arari”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi NS Antropologia, 77:1-22.
CARNEIRO, Robert L. 1960. “Slash-and-Burn Agriculture: a Closer Look at its Implications for Settlement Patterns”. In: Anthony Wallace (ed.). Men and Cultures. Philadelphia: University of Pennsylvania Press. pp. 229-234.
______. 1961. “Slash-and-burn Cultivation among the Kuikuro and its Implications for Cultural Development in the Amazon Basin”. In: J. Wilbert (ed.). The Evolution of Horticultural Systems in Native South America: Causes and Consequences, a Symposium. Caracas: Sociedade de Ciencias Naturales La Salla. pp. 47-67.
CARVAJAL, Frey Gaspar de. 1934. “Discovery of the Orellana River”. In: Juan Toribio de Medina (ed.). The Discovery of the Amazon According to the Account of Friar Gaspar de Carvajal and other Documents. New York: American Geographical Society. pp. 167-235.
CASTRO-FARIA, Luiz de. 1998. Antropologia: escritos exuamados. Espaço circunscrito, tempos soltos. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense. v. 1.
CHOCANO, Daniel Morales. 2010. “Reconstruyendo algunos aspectos socioculturales de artefactos excavados en el bajo Ucayali ”“ Peru”. In: Edithe Pereira & Vera Guapindaia (ed.). Arqueologia Amazônica 1. Belém: MPEG, IPHAN, SECULT. pp. 363-402.
CRUMLEY, Carole L. 1994a. “Historical Ecology: a Multidimensional Ecological Orientation”. In: ______. (ed.). Historical Ecology: Cultural Knowledge and Changing Landscapes. Santa Fe: School of American Research Press. pp. 1-41.
______. (Org.). 1994b. Historical Ecology: Cultural Knowledge and Changing Landscapes. Santa Fe: School of American Research Press.
DENEVAN, William M. 1963. “Additional Comments on the Earthworks of Mojos in Northeastern Bolivia”. American Antiquity, 28(4):540-545.
______. 1966. The Aboriginal Cultural Geography of the Llanos de Mojos. Berkeley: University of California Publications.
______. 1976. “The Aboriginal Population of Amazonia”. In: ______. (ed.). The Native Populations of the Americas before 1492. Madison: University of Winscosin Press.
______. 1992. “The Pristine Myth: the Landscape of the Americas in 1492”. Annals of the Association of American Geographers, 82:369-385.
DERBY, Orville. 1879. “The Artificial Mounds of the Island of Marajo”. American Naturalist, 13:224-229.
DUNNELL, Robert C. 1992. “The Notion Site”. In: Jacqueline Rossignol & LuAnn Wandsnider (ed.). Space, Time, and Archaeological Landscapes. New York: Plenum. pp. 21-42.
ERICKSON, Clark L. 1980. “Sistemas agrícolas prehispanicos en los Llanos de Mojos”. América Indígena, 40(4):731-755.
______. 1995. “Archaeological Methods for the Study of Ancient Landscapes of the Llanos de Mojos in the Bolivian Amazon”. In: Peter Stahl (ed.). Archaeology in the Lowland American Tropics. Cambridge: Cambridge University Press. pp. 66-95.
______. 2000. “An Artificial Landscape-scale Fishery in the Bolivian Amazon”. Nature, 408:190-193.
______. 2001. “Pre-Columbian Fish Farming in the Amazon”. Expediction, 43(3):7-8.
______. 2006a. “Agency, Causeways, Canals, and the Landscapes of Everyday Life in the Bolivian Amazon”. In: James E. Snead, Clark L. Erickson & J. Andrew Darling (ed.). Landscapes of Movement: Trails, Paths, and Roads in Anthropological Perspective. Philadelphia: University of Pennsylvania Museum of Archaeology and Anthropology. pp. 204-231.
______. 2006b. “The Domesticated Landscapes of the Bolivian Amazon”. In: William Balée & Clark Erickson (ed.). Time and Complexity in Historical Ecology. New York: Columbia. pp. 235-278.
______. 2010a. “The Transformation of Environment into Landscape: the Historical Ecology of Monumental Earthwork Construction in the Bolivian Amazon”. Diversity, 2(1):618-652.
______. 2010b. “The Transformation of Environment into Landscape: the Historical Ecology of Monumental Earthwork Construction in the Bolivian Amazon”. Diversity, 2(4):618-652.
EVANS, Clifford & MEGGERS, Betty Jane. 1965. Guia para prospecção arqueológica no Brasil. Belém: CNPq, INPA, MPEG. (Guias, 2).
FERREIRA, Lúcio Menezes. 2007. Território primitivo: a institucionalização da arqueologia no Brasil (1870-1917). Tese de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas.
______. 2009. “‘Ordenar o caos’”: Emílio Goeldi e a arqueologia amazônica”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, 4(1):71-91.
FUNARI, Pedro Paulo. 2002. “Desaparecimento e emergência dos grupos subordinados na Arqueologia brasileira”. Horizontes Antropológicos, 8(18):131-153.
GOMES, Denise Maria Cavalcante. 2001. “Santarém: Symbolism and Power in the Tropical Forest”. In: Colin McEwan, Cristiana Barreto & Eduardo Neves (ed.). Unknown Amazon: Culture in Nature in Ancient Brazil. London: British Museum. pp. 134-155.
______. 2002. Cerâmica arqueológica da Amazônia: vasilhas da Coleção Tapajônica Mae-USP. São Paulo: FAPESP/ EDUSP/Imprensa Oficial SP.
______. 2007. “The Diversity of Social Forms in pre-Colonial Amazonia”. Revista de Arqueologia Americana, 25:189-225.
______. 2012. “The Amerindian Perspectivism and the Idea of an American Aesthetics”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, 7:1133-159.
GREEN, Lesley; GREEN, David & NEVES, Eduardo Góes. 2003. “Indigenous Knowledge and Archaeological Science”. Journal of Social Archaeology, 3(3):365-397.
GUAPINDAIA, Vera. 1993. “Fontes históricas e arqueológicas sobre os Tapajó: a coleção Frederico Barata do Museu Paraense Emílio Goeldi”. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Pernambuco.
HARTMANN, Thekla (org.). 2000. Cartas do sertão de Curt Nimuendajú para Carlos Estevão de Oliveira. Lisboa: Museu Nacional de Etnologia/Assírio & Alvim.
HARTT, Charles Frederick. 1871. “The Ancient Indian Pottery of Marajo, Brazil”. American Naturalist, 5(5):259-271.
______. 1874. “Contributions to the Geology and Physical Geography of the Lower Amazonas”. Bulletin of the Buffalo Society of Natural Science, 210-235.
HECKENBERGER, Michael J. 2005. The Ecology of Power: Culture, Place, and Personhood in the Southern Amazon, A.D. 1000-2000. New York: Routledge.
______. 2011. “Deep History, Cultural Identities, and Ethnogenesis in the Southern Amazon”. In: Alf Hornborg & Jonathan D. Hill (ed.). Ethnicity in Ancient Amazonia: Reconstructing Past Identities from Archaeology, Linguistics and Ethnohistory. Colorado: University Press of Colorado. pp. 57-74.
HECKENBERGER, Michael J. et al. 2003. “Amazonia 1492: Pristine Forest or Cultural Parkland?”. Science, 301:1710-1713.
HECKENBERGER, Michael J. & NEVES, Eduardo G. 2009. “Amazonian Archaeology”. Annual Review of Anthropology, 38:251-266.
HERIARTE, Maurício de. 1964. Descriçam do Estado do Maranham, Para, Corupa, Rio das Amazonas. Áustria,: Akademische Drucku. Publicado originalmente em 1663
INGOLD, Tim. 2000. The Perception of the Environment: Essays on Livelihood, Dwelling and Skill. London: Routledge.
KERN, Dirse et al. 2004. “Distribution of Amazonian Dark Earths in the Brazilian Amazon”. In: Bruno Glaser & William Woods (ed.). Amazonian Dark Earths: Explorations in Space and Time. Berlin: Springer. pp. 51-75.
LABRE, Antonio. 1889. “Coronel Labre’s Exploration in the Region between the Beni and the Madre de Dios Rivers and the Purus”. Proceedings of the Royal Geographical Society and Monthly Record of Geography, New Monthly Series, 11(8):496-502.
LAKATOS, Imre. 1978. The Methodology of Scientific Research Programmes. Cambridge: Cambridge University Press. (His Philosophical Papers, 1).
LATHRAP, Donald W. 1970a. “La floresta tropical y el contexto cultural de Chavín”. In: R. Ravines (ed.). 100 años de arqueología en el Perú, Fuentes e Investigaciones para la Historia del Perú, 3. Lima: Instituto de Estudios Peruanos; Edición de Petróleos del Perú. p. 235-261.
______. 1970b. The Upper Amazon. New York: Praeger.
______. 1977. “Our Father the Cayman, Our Mother the Gourd: Spinden Revisited, or a Unitary Model for the Emergence of Agriculture in the New World”. In: Charles A. Reed (ed.). Origins of Agriculture. Berlin: De Gruyter Mouton. pp. 713-752.
LOWIE, Robert H. 1948. “The Tropical Forests: an Introduction”. In: J. Steward (ed.). The Tropical Forest Tribes. Washington D.C.: Smithsonian Institution. Bureau of American Ethnology. (Handbook of South American Indians, 3). Bulletin 143. pp. 1-2.
MACDONALD, Regina Harrison. 1972. The Order of Things: an Analisis of the Ceramics from Santarém, Brazil. Chicago: University of Illinois.
MACHADO, Almires Martins & BELTRÃO, Jane Felipe. 2012. “Demarcação e conflitos: de sonhos ao oguatá guassú, a extensa caminhada em busca da(s) terra(s) isenta(s) de mal(es)”. Antropología y Derecho, 6:14-20.
MEGGERS, Betty J. 1954. “Environmental Limitations on the Development of Culture”. American Anthropologist, 56(5):801-24.
______. 1971. Amazonia: Man and Culture in a Counterfeit Paradise. Chicago: Aldine Atherton.
______. 1977. Amazônia: a ilusão de um paraíso. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
______. 1979. “Climatic Oscilation as a Factor in the Prehistory of Amazonia”. American Antiquity, 44(2):252-66.
______. 1985a. “Aboriginal Adaptation to Amazonia”. In: Ghillean T. Prance & Thomas E. Lovejoy (ed.). Key Environments: Amazonia. Oxford: Pergamon. pp. 307-327.
______. 1985b. “Advances in Brazilian Archaeology, 1935-1985”. American Antiquity, 50(2):364-373.
______. 1992. “Tropical Forest Environments and Archaeology: a View from Amazonia”. In: Agamemnon Gus Pantel, Kent A. Schneider & Gloria Loyola-Black (ed.). Environment and Archaeology. San Juan, Puerto Rico. pp. 208-222.
______. 1994. “Archaeological Evidence for the Impact of Mega-niño Events on Amazonia during the Past Two Millennia”. Climatic Change, 28:321-338.
______. 1995a. “Amazonia on the Eve of European Contact: Ethnohistorical, Ecological, and Anthropological Perspectives”. Revista de Arqueologia Americana, 8:91-115.
______. 1995b. “Archaeological Perspectives on the Potential of Amazonia for Intensive Exploitation”. In: Toshie Nishizawa & Juha Uitto (ed.). The Fragile Tropics of Latin America: Sustainable Management of Changing Environments. Tokyo: United Nations University Press. pp. 68-93.
______. 1995c. “Judging the Future by the Past: the Impact of Environmental Stability on Prehistoric Amazonian Populations”. In: Leslie E. Sponsel (ed.). Indigenous Peoples and the Future of Amazonia: an Ecological Anthropology of an Endangered World. Tucson: The Unviversity of Arizona Press. pp. 15-43.
MEGGERS, Betty J. & DANON, Jacques. 1988. “Identification and Implications of a Hiatus in the Archeological Sequence on Marajo Island, Brazil”. Journal of Washington Academy of Sciences, 78(3):245-253.
MEGGERS, Betty J. & EVANS, Clifford. 1957. Archeological Investigations at the Mouth of the Amazon. Washington, D.C.: Smithsonian Institution Bureau of American Ethnology; U.S. Government Printing Office (Bulletin 167).
______. 1970. Como interpretar a linguagem da cerâmica: manual para arqueólogos. Washington, DC: Smithsonian Institution.
MELATTI, Julio Cezar. 1983. A antropologia no Brasil: um roteiro. Brasília: Universidade de Brasília. (Série Antropologia).
MELTZER, David J. 1985. “North American Archaeology and Archaeologists, 18791934”. American Antiquity, 50(2):249-260.
MORA, Santiago et al. 1991. Cultivars, Anthropic Soils and Stability: a Preliminary Report of Archaeological Research in Araracuara, Colombian Amazonia. Pittsburgh: University of Pittsburgh.
MORAES, Claide de Paula & NEVES, Eduardo Góes. 2012. “O ano 1000: adensamento populacional, interação e conflito na Amazônia central”. Amazônica, 4(1):122-148.
NEVES, Eduardo et al. 2004. “The Timing of Terra Preta Formation in the Central Amazon: Archaeological Data from Three Sites”. In: Bruno Glaser & William Woods (ed.). Amazonia Dark Earths: Explorations in Space and Time. Berlin: Springer. pp. 125-134.
NIMUENDAJÚ, Curt. 2004. In Pursuit of a Past Amazon: Archaeological Researches in the Brazilian Guyana and in the Amazon Region. Gotenborg: Elanders Infologistik.
NOELLI, Francisco Silva & FERREIRA, Lúcio Menezes. 2007. “A persistência da teoria da degeneração indígena e do colonialismo nos fundamentos da arqueologia brasileira”. História, Ciências, Saúde ”“ Maguinhos, 14(4):1239-1264.
PALMATARY, Helen Constance. 1939. “Tapajó Pottery”. Etnologiska Studier, 8:1-136.
______. 1960. “The Archaeology of the Lower Tapajós Valley, Brazil”. Transactions of the American Philosophical Society, New Series, 50(3):243p.
PÄRSSINEN, Martti et al. 2003. “Geometrically Patterned Ancient Earthworks in the Rio Branco Region of Acre, Brazil”. Renvall Institute Publications, 14:97-133.
PEIXOTO, Fernanda. 1998. “Lévi-Strauss no Brasil: a formação do etnólogo”. Mana, 4(1):79-107.
POSEY, Darrell A. 1985. “Indigenous Management of Tropical Forest Ecosystems: the Case of the Kayapó Indians of the Brazilian Amazon”. Agroforestry Systems, 3:139-158.
______. 1989. “Alternatives to Forest Destruction: Lessons from the Mebengokre Indians”. The Ecologist, 19(6):241-244.
PROUS, André. 1991. Arqueologia brasileira. Brasília: UnB.
RAMOS, Alcida Rita. 2012. “The Politics of Perspectivism”. Annual Review of Anthropology, 41:481-494.
RODRIGUES, Eliana Teles. 2013. “‘A gente faz a varja’”: territorialidade, estratégias de uso de recursos, identidade e conflitos na Ilha de Marajó, Pará”. Tese de Doutorado, Universidade Federal do Pará.
ROOSEVELT, Anna C. 1980. Parmana: Prehistoric Maize and Manioc Subsistence along the Amazon and Orinoco. New York: Academic Press.
______. 1988. “Interpreting Certain Female Images in Prehistoric Art”. In: Virginia E. Miller (ed.). The Role of Gender in Precolumbian Art and Architecture. Chicago: University Press of America. pp. 1-34.
______. 1991a. “Determinismo ecológico na interpretação do desenvolvimento social indígena da Amazônia”. In: Walter Alves Neves (ed.). Origens, adaptações e diversidade biológica do homem nativo da Amazônia. Belém, PA: MPEG/CNPq/SCT/PR. pp. 103-141.
______. 1991b. Moundbuilders of the Amazon: Geophysical Archaeology on Marajo Island, Brazil. San Diego: Academic Press.
______. 1992. “Arqueologia Amazônica”. In: Manuela Carneiro da Cunha (ed.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Fapesp; Cia. das Letras; SMC. pp. 53-86.
ROOSEVELT, Anna C. et al. 1996. “Paleoindian Cave Dwellers in the Amazon: The Peopling of America”. Science, 272:372-384.
ROSTAIN, Stéphen. 1999. “Secuencia arqueólogica en montículos del valle del Upano en la Amazonia ecuatoriana”. Bulletin de l’Institut Français d’Études Andines, 28(1):53-89.
______. 2010. “Pre-Columbian Earthworks in Coastal Amazonia”. Diversity, 2(3):331-352.
SALAZAR, Ernesto. 1998. “De vuelta al Sangay: investigaciones arqueológicas en el alto Upano, Amazonia Ecuatoriana”. Bulletin de l’Institut Français d’Études Andines, 27(2):213-240.
SANTOS, Ricardo Ventura. 2010. “Mestiçagem, degeneração e a viabilidade de uma nação: debates em antropologia física no Brasil (1870-1930)”. In: Marcos Chor Maio & Ricardo Ventura Santos (ed.) Raça como questão: história, ciência e identidades no Brasil. Rio de Janeiro: Faperj/Fiocruz. pp. 83-108.
SAUER, Carl Ortwin. 1969. “The Morphology of Landscape (1925)”. In: J. Leighly (ed.). Land and Life: a Selection from the Writings of Carl Ortwin Sauer. Berkeley: University of California Press. pp. 315-350.
SAUNALUOMA, Sanna & SCHAAN, Denise Pahl. 2012. “Monumentality in Western Amazonian Formative Societies: Geometric Ditched Enclosures in the Brazilian State of Acre”. Antiqua, 2(1). Disponível em: <http://www.pagepress.org/journals/index.php/ antiqua/article/view/antiqua.2012.e1>.
SCHAAN, Denise Pahl. 2000. “Evidências para a permanência da cultura marajoara à época do contato europeu”. Revista de Arqueologia, 12/13:23-42.
______. 2001. “Os dados inéditos do Projeto Marajó (1962-1965)”. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, 11:141-164.
______. 2004. “The Camutins Chiefdom: Rise and Development of Complex Societies on Marajó Island, Brazilian Amazon”. Ph.D. Dissertation, University of Pittsburgh.
______. 2006. Diagnóstico do patrimônio arqueológico na área de influência da rodovia BR-163 ”“ Trecho Santarém-Rurópolis. Belém: UFPA. 39 p. (inédito).
_______. 2007. “Uma janela para a história pré-colonial da Amazônia: olhando além ”” e apesar ”” das fases e tradições”. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Série Antropologia, 2(1):77-89.
______. 2008. “The Nonagricultural Chiefdoms of Marajó Island”. In: Helaine Silverman & William Isbell (ed.). Handbook of South American Archaeology. New York: Springer. pp. 339-357.
______. 2010. “Paisagens da Amazônia Ocidental”. In: Denise P. Schaan, Alceu Ranzi e Antonia Damasceno Barbosa (ed.). Paisagens da Amazônia Ocidental. Rio Branco: GKNoronha. pp. 13-17.
______. 2012. Sacred Geographies of Ancient Amazonia: Historical Ecology of Social Complexity. Walnut Creek, CA: Left Coast Press. (New Frontiers in Historical Ecology, 3).
______. 2013. “Cronologia das transformações das paisagens amazônicas”. III Encuentro Internacional de Arqueología Amazónica, Quito, Ecuador.
______. 2014. Estudo dos sítios arqueológicos tipo Geoglifo localizados nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia com vistas a instruir processo de Tombamento: relatório final. Belém: Universidade Federal do Pará.
SCHAAN, Denise Pahl et al. 2010. “Construindo paisagens como espaços sociais: o caso dos geoglifos do Acre”. Revista de Arqueologia, 23(1):30-41.
SCHAAN, Denise Pahl & LIMA, Anderson Marcio Amaral. 2012. “A grande expansão geográfica dos Tapajó”. In: ______. (ed.). Arqueologia, patrimônio e multiculturalismo na beira da estrada: pesquisando ao longo das rodovias Transamazônica e Santarém-Cuiabá, Pará. Belém: GK Noronha. pp. 17-36.
SCHAAN, Denise Pahl et al. 2012a. “Arquitetura monumental na Amazônia Ocidental: os sítios tipo geoglifo no estado do Acre”. In: W. F. Morales & F. P. Moi (ed.). Tempos ancestrais. São Paulo: Annablume. pp. 191-216.
SCHAAN, Denise Pahlet al. 2012b. “New Radiometric Dates for pre-Columbian (2000-700 B.P.) Earthworks in Western Amazonia, Brazil”. Journal of Field Archaeology, 37(2):132-142.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. 1993. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil (1870-1930). São Paulo: Companhia das Letras.
SEGAL, Daniel Alan & YANAGISAKO, Sylvia Junko. 2005. Unwrapping the Sacred Bundle: Reflections on the Disciplining of Anthropology. Durham: Duke University Press.
SHENK, Mary K. 2006. “Models for the Future of Anthropology”. Anthropology News, 47(1):6-7.
SILVA, Fabíola. 2011. “Arqueologia como tradução do passado no presente”. Amazônica, 3(2):260-267.
SILVA, Fabíola Andrea; BESPALEZ, Eduardo & STUCHI, Francisco Forte. 2011. “Arqueologia colaborativa na Amazônia: terra indígena Kuatinemu, rio Xingu, Pará”. Amazônica, 3(1):32-59.
SILVA, Tallyta Suenny Araujo da. 2012. Entre mentes, gestos e pedras: cadeia operatória lítica no sítio Porto de Santarém. Relatório Final (PIBIC), Universidade Federal do Pará.
SMITH, Nigel. 2002. Amazon Sweet Sea: Land, Life, and Water at the River’s Mouth. Austin: University of Texas Press.
SPENCER, Charles & REDMOND, Elsa. 1998. “Prehispanic Causeways and Regional Politics in the Llanos de Barinas, Venezuela”. Latin American Antiquity, 9(2):95-110.
SPENCER, Charles S.; REDMOND, Elsa M. & RINALDI, Milagro. 1994. “Drained Fields at la Tigra, Venezuelan Llanos: a Regional Perspective”. Latin American Antiquity, 5(2):119-143.
STENBORG, Per. 2009. “Points of Convergence, Routes of Divergence: Some Considerations Based on Curt Nimuendajú’s Archaeological Work in the Santarém-Trombetas Area and at Amapá”. In: Neil L. Whitehead & Stéphanie W. Alemán (ed.). Anthropologies of Guayana: Cultural Spaces in Northeastern Amazonia. Tucson: University of Arizona Press. pp. 55-73.
STENBORG, Per, SCHAAN, Denise & AMARAL-LIMA, Marcio. 2012. “Precolumbian Land Use and Settlement Pattern in the Amazon Region, Lower Amazon”. Amazônica, 4(1):222-250.
STEWARD, Julian H. 1948. “The Tropical Forest Tribes”. In: ______. (ed.). Handbook of South American Indians. Washington D.C.: Smithsonian Institution. Bureau of American Ethnology. Bulletin 143. v. 3.
TORRES, Heloísa Alberto. 1930. “Cerâmica de Marajó”. Kosmos, 1(1): 13-15.
______. 1937. “Contribuição para o estudo da proteção ao material arqueológico e etnográfico no Brasil”. Revista do SPHAN, 1:9-30.
______. 1940. A arte indígena da Amazônia. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional. (Publicações do SPHAN, 6).
TYLOR, Edward B. 1871. Primitive Culture: Researches into the Development of Mythology, Philosophy, Religion, Art, and Custom. London: J. Murray.
VIRTANEN, Pirjo Kristiina. 2010. “Constancy in Continuity: Native Oral History, Iconography and the Earthworks of the Upper Purus”. In: Alf Hornborg & Jonathan D. Hill (ed.). Ethnicity in Ancient Amazonia: Reconstructing Past Identities from Archaeology, Linguistics, and Ethnohistory. Boulder: University Press of Colorado.
WHITE, Leslie. 1949. The Science of Culture: a Study of Man and Civilization. Farrar: Straus and Giroux.
WOODS, William et al. 2009. Amazonian Dark Earths: Wim Sombroek’s vision. Berlin: Springer.

Downloads

Publicado

2018-03-13

Como Citar

Schaan, D. P. (2018). Arqueologia para etnólogos: colaborações entre arqueologia e antropologia na Amazônia. Anuário Antropológico, 39(2), 13–44. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/anuarioantropologico/article/view/7225