Cuidado e proteção em brinquedos de cavalo-marinho e maracatu da Zona da Mata Pernambucana

Autores

  • Raquel Dias Teixeira

DOI:

https://doi.org/10.26512/anuarioantropologico.v41i2.2016/6356

Palavras-chave:

cosmologia, religião, cavalo-marinho, maracatu, cultura popular

Resumo

Neste artigo, discorro sobre uma etnografia realizada em 2011 e 2012 com brinquedos de cavalo-marinho e maracatu de baque solto (maracatu rural). Evidencio as atualizações do cuidado com os brinquedos e de rituais de proteção, que envolvem as relações sociocosmológicas dos brincadores. Tenho como referência teórica a discussão sobre socialidade e cosmologia no domínio dos dois brinquedos, num plano de atuação que envolve os vivos e os mortos. Procuro demonstrar que a produção de significados sociocósmicos, seja nos rituais de proteção, seja no próprio desenrolar do brincar, se configura em função das práticas e experiências devocionais dos brincadores. As afiliações cosmológicas dos brincadores são plurais, podendo se referenciar, no universo estudado, à religião católica, à evangélica, à umbanda, ao catimbó (e jurema) e ao candomblé (xangô).

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Publicado

2018-01-25

Como Citar

Teixeira, Raquel Dias. 2018. “Cuidado E proteção Em Brinquedos De Cavalo-Marinho E Maracatu Da Zona Da Mata Pernambucana”. Anuário Antropológico 41 (2):77-94. https://doi.org/10.26512/anuarioantropologico.v41i2.2016/6356.

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