The Warao at the crossroads: conflicts and moralities in the indigenous shelters of Roraima

Authors

DOI:

https://doi.org/10.4000/154uu

Keywords:

Warao, indigenous peoples, Operation Welcome, humanitarian reason

Abstract

Operation Welcome was created in 2018 by the Brazilian government to deal with the influx of Venezuelans arriving in the country, including indigenous peoples. Based in the state of Roraima, it is an operation that has a military arm (Army) and a civilian arm (Social Assistance), in addition to support from United Nations agencies and NGOs through partnerships and shared governance. This article analyzes one of the axes of the operation, namely “reception.” The focus is on some of the services offered within shelters for indigenous people, such as food, hygiene, and security. By describing some of the social situations I observed within these spaces, we will see, through the lenses of the Warao, military personnel, humanitarian workers, and missionaries not only different perspectives and worldviews, but also different moral economies. The conflicts that structured the relationships between actors and institutions revealed both colonial recurrences and contemporary configurations characteristic of humanitarian military governments.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

Gabriel Tardelli, Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Professor substituto no Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense e colaborador no Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília – bolsista PIPD/CAPES –, onde concluiu o doutorado. Atua em pesquisas na região das Guianas, junto aos Warao e Ingarikó, e tem interesse em cosmopolíticas indígenas, colonialismo, relações entre povos indígenas, Estado e instituições religiosas, além de fronteiras, migrações e deslocamentos. É pesquisador do INCT-InEAC, LEIPP/UnB, LAGERI/UnB e MOBILE/UnB.

References

Agier, Michel. 2020. Managing the undesirables: Refugee camps and humanitarian government. Cambridge: Polity.

Bensaïd, Daniel. 2008. Os irredutíveis: Teorias da resistência para o tempo presente. São Paulo: Boitempo.

Capdeville, Júlia. 2021. “Llegar, estar e salir: Da Venezuela ao Brasil”. Dissertação de mestrado, Universidade de Brasília.

Carneiro da Cunha, Manuela. 2008. “Política indigenista no século XIX”. In História dos índios no Brasil, organizado por Manuela Carneiro da Cunha, 115–74. São Paulo: Companhia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura; FAPESP.

Carroll, Rory. 2013. Comandante: A Venezuela de Hugo Chávez. Rio de Janeiro: Intrínseca.

Corrêa, José Gabriel Silveira. 2020. A ordem a se preservar: a gestão dos índios e o Reformatório Agrícola Indígena Krenak. Dissertação de mestrado, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Das, Veena. 1995. Critical events: An anthropological perspective on contemporary India. New Delhi: Oxford University Press.

Das, Veena. 2020. Vida e palavras: A violência e sua descida ao ordinário. São Paulo: Editora Unifesp.

Douglas, Mary. 2017. Pureza e perigo. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva.

Elias, Norbert. 2006. “Processos de formação de estados e construção de nações”. In Escritos e ensaios, 1: Estado, processo, opinião pública, 153–65. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Facundo, Ángela, e Rita de Cássia Melo Santos. 2024. “The commonplace period of expulsions: Frameworks for Warao migrations during the COVID-19 pandemic in Natal, RN, and João Pessoa, PB”. Vibrant: Virtual Brazilian Anthropology, 11, nº 3: 1-32.

Fassin, Didier, e Mariella Pandolfi. 2010. “Introduction: Military and humanitarian government in the age of intervention”. In Contemporary states of emergency: The politics of military and humanitarian interventions, organizado por Didier Fassin, e Mariella Pandolfi. New York: Zone Books.

Fassin, Didier. 2016a. La razón humanitaria: Uma história moral do tempo presente. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Prometeo Libros.

Fassin, Didier. 2016b. Didier Fassin: Entrevistado por Debora Diniz. Rio de Janeiro: EdUERJ.

Fassin, Didier. 2019. “As economias morais revisitadas”. RBSE – Revista Brasileira de Sociologia da Emoção, 18, nº 53: 27–54.

Fernandes, Juliana Ventura de Souza. 2022. A guerra dos 18 anos: Uma perspectiva xakriabá sobre a ditadura e outros fins de mundo. Belo Horizonte: Fino Traço.

Foucault, Michel. 2021. Vigiar e punir: Nascimento da prisão. 42ª ed. Petrópolis: Vozes.

Gluckman, Max. 2010. “Análise de uma situação social na Zululândia Moderna”. In Antropologia das sociedades contemporâneas: Métodos, organizado por Bela Feldman-Bianco, 237-364. 2ª ed. São Paulo: Editora UNESP.

Godelier, Maurice. 2001. O enigma do dom. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Goffman, Erving. 2019. Manicômios, prisões e conventos. 9ª ed. São Paulo: Perspectiva.

Lafée-Wilbert, Cecilia, e Werner Wilbert. 2008. La mujer Warao: De recolectora deltana a recolectora urbana. Caracas: Fundación La Salle de Ciencias Naturales; Instituto Caribe de Antropología y Sociología.

Langebæk Rueda, Carl Henrik. 2009. Los herederos del pasado: Indígenas y pensamiento criollo en Colombia y Venezuela. 2 tomos. Bogotá: Editorial Universidad de los Andes.

Lezama, Paula Vásquez. 2020. País fuera de servicio: Venezuela de Chávez a Maduro. México: Siglo XXI.

Maréchal, Clémentine, Augusto Leal de Britto Velho, e Milena Weber Rodrigues. 2021. “Entre o abandono e a tutela: os Warao e a rede de assistência social em Porto Alegre”. Espaço Ameríndio, 15, nº 3: 179–211.

DOI : 10.22456/1982-6524.120835

Martins, Leda Maria. 2021. Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó.

Mauss, Marcel. 2003. “Ensaio sobre a dádiva: Forma e razão da troca nas sociedades arcaicas”. In Sociologia e Antropologia, 183–314. São Paulo: Cosac Naify.

Mbembe, Achille. 2020. Políticas da inimizade. São Paulo: N-1 Edições.

Mendonça, Heloísa. “O ‘monstro da xenofobia’ ronda a porta de entrada de venezuelanos no Brasil”. El País, Brasil, 27 ago. 2018. https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/17/politica/ 1534459908_846691.html

NRC – Norwegian Refugee Council. 2008. The Camp Management Toolkit. [s.l.]: The Camp Management Project (CMP).

Oliveira, João Pacheco de. 1988. O nosso governo: Os Ticuna e o regime tutelar. São Paulo: Marco Zero.

Oliveira, João Pacheco de. 2014. “Pacificação e tutela militar na gestão e populações e territórios”. Mana, 20, nº 1: 125–61.

DOI : 10.1590/S0104-93132014000100005

Paz, Carmen Laura. 2000. “Las políticas indigenistas en el Marco del Nuevo Ideal Nacional (1953-1958)”. Espacio Abierto, Universidad del Zulia, Venezuela, 9, nº 3: 365–90.

Ramos, Alcida Rita. 1995. Por falar em paraíso terrestre. Série Antropologia, Brasília, nº 191.

DOI : 10.48213/travessia.i24.545

Ramos, Alcida Rita. 1998. Indigenism: Ethnic Politics in Brazil. Wisconsin: The University of Wisconsin Press.

Rodrigues, Milena Weber. 2025. Nobotomo Yorokitane (Cuidar as crianças): Deslocamentos, infâncias e cuidados entre famílias Warao. Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Rosa, Marlise. 2021. A mobilidade Warao no Brasil e os modos de gestão de uma população em trânsito: Reflexões a partir das experiências de Manaus-AM e de Belém-PA. Rio de Janeiro: E-papers.

Scott, James C. 1976. The moral economy of the peasant. New Haven: Yale University Press.

DOI : 10.12987/9780300185553

Scott, James C. 2011. “Exploração normal, resistência normal”. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, nº 5: 217–43.

DOI : 10.1590/S0103-33522011000100009

Simões, Gustavo da Frota, e Tássio Franchi. 2022. “Entrevista com Coordenador Operacional da Operação Acolhida General de Divisão Antonio Manoel de Barros”. Revista das Ciências Militares, 16, nº 55: 173–85. (Coleção Meira Mattos).

Souza Lima, Antonio Carlos de. 1995. Um grande cerco de paz: Poder tutelar, indianidade e formação do Estado no Brasil. Petrópolis: Vozes.

Souza Lima, Antonio Carlos de. 2022. “Sobre gestar e gerir a desigualdade: Pontos de investigação e diálogo”. In Gestar e gerir: Estudos para uma antropologia da administração pública no Brasil, 11–22. Rio de Janeiro: Relume Dumará.

Tardelli, Gabriel. 2023a. “Entre o poder colonial e a razão humanitária: Sobre modos de gestão da população Warao”. Tese de doutorado, Universidade de Brasília.

Tardelli, Gabriel. 2023b. “Os caminhos dos Warao: Configurações dos deslocamentos entre Venezuela, Brasil e Guiana”. Espaço Ameríndio, 17, nº 1: 341–70.

Tardelli, Gabriel. 2025. Operation Welcome: an analysis of power relations between military personnel, humanitarian workers and Indigenous peoples. Vibrant: Virtual Brazilian Anthropology, 22: 15-44.

Teixeira, Carla Costa. 2013. A produção política da repulsa e os manejos da diversidade na saúde indígena brasileira. Revista de Antropologia, USP, São Paulo, 55, nº 2: 567-608.

DOI : 10.11606/2179-0892.ra.2012.59296

Teixeira, Carla Costa. 2017. Participação social na saúde indígena: a aposta contra a assimetria no Brasil? Amazônia, Revista de Antropologia, nº 9 (2): 716-733.

DOI : 10.18542/amazonica.v9i2.5672

Teixeira, Carla Costa e SOUZA LIMA, Antonio Carlos de. 2010. “A antropologia da administração e da governança no Brasil: área temática ou ponto de dispersão?”. In: MARTINS, Carlos Benedito (coord.). Horizontes das ciências sociais. Antropologia, 51-96. São Paulo: Anpocs.

Thompson, Edward Palmer. 1998. Costumes em comum: Estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras.

Tuan, Yi-Fu. 2012. Topofilia: Um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Londrina: Eduel.

UNICEF – United Nations International Children’s Emergency Fund. 2016. UNICEF’s Strategy for Water, Sanitation and Hygiene (2016-2030). Programme Division, UNICEF: New York.

Wright, Winthrop R. 1990. Cafe con leche: Race, class, and national image in Venezuela. Austin: University of Texas Press.

Published

2025-11-24

How to Cite

Tardelli, Gabriel. 2025. “The Warao at the Crossroads: Conflicts and Moralities in the Indigenous Shelters of Roraima”. Anuário Antropológico 50 (1):e-154uu. https://doi.org/10.4000/154uu.