De Uidá à Ilha dos Frades.

Quando o tempo da história e da narrativa se encontram na construção da identidade diaspórica da mulher negra.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/aguaviva.v9i1.60287

Palavras-chave:

Tempos da história, Tempo da narrativa, Mulher negra diaspórica

Resumo

Este trabalho propõe a análise dos deslocamentos possíveis e necessários entre a História e a narrativa literária. Por meio de algumas análises do texto literário, um defeito de cor de Ana Maria Gonçalves, o leitor será levado a um processo de reflexão sobre a construção da identidade da mulher negra diaspórica. Nesse sentido, a dualidade temporal provocada pelo deslocamento que é resultado do processo de escravização da população africana no Brasil vai esbarrar com o tempo da leitura. Nessas conexões, o hoje, o tempo do leitor, vai nos proporcionar o encontro do ser entre o passado e o presente. Por fim, estes deslocamentos e estranhamentos se imbricam em si e proporcionam o reconhecimento do ser, do indivíduo, o uno coletivo.

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Biografia do Autor

Carla Cristina Campos Brasil Guimarães, Universidade de Brasília

Professora de Francês da Secretaria de Educação do Distrito Federal, doutoranda em Literatura pela Universidade de Brasília e mestra em Literatura pela mesma universidade, M2 em Ingénierie de Formation pela Universidade de Nantes, na França, e licenciada em Letras - Francês e Letras Português, pela UnB. Integra o Grupo Literatura e Corpo. Possui experiência na área de Letras, com ênfase em Ensino de Língua Estrangeira, Literatura Francesa, Literatura Brasileira, com ênfase em literatura de escrita de mulheres negras e nos estudos sobre os Femininos e Ensino de Literatura e Metodologias de Ensino de Línguas Estrangeiras atuando principalmente nos seguintes temas: Francês língua estrangeira, literatura francesa, literatura brasileira, teatro moderno, feminismos, migrações e educação. Mãe de Henrique desde 2022.

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Publicado

2025-11-03

Como Citar

GUIMARÃES, Carla Cristina Campos Brasil. De Uidá à Ilha dos Frades.: Quando o tempo da história e da narrativa se encontram na construção da identidade diaspórica da mulher negra. Revista Água Viva, [S. l.], v. 9, n. 1, 2025. DOI: 10.26512/aguaviva.v9i1.60287. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/60287. Acesso em: 19 jan. 2026.