De Uidá à Ilha dos Frades.
Quando o tempo da história e da narrativa se encontram na construção da identidade diaspórica da mulher negra.
DOI:
https://doi.org/10.26512/aguaviva.v9i1.60287Palavras-chave:
Tempos da história, Tempo da narrativa, Mulher negra diaspóricaResumo
Este trabalho propõe a análise dos deslocamentos possíveis e necessários entre a História e a narrativa literária. Por meio de algumas análises do texto literário, um defeito de cor de Ana Maria Gonçalves, o leitor será levado a um processo de reflexão sobre a construção da identidade da mulher negra diaspórica. Nesse sentido, a dualidade temporal provocada pelo deslocamento que é resultado do processo de escravização da população africana no Brasil vai esbarrar com o tempo da leitura. Nessas conexões, o hoje, o tempo do leitor, vai nos proporcionar o encontro do ser entre o passado e o presente. Por fim, estes deslocamentos e estranhamentos se imbricam em si e proporcionam o reconhecimento do ser, do indivíduo, o uno coletivo.
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