Revista Água Viva https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva <p>A Revista Água Viva (RAV), ISSN 1678-7471, é uma publicação semestral até 2018 e quadrimestral a partir de 2019, de fluxo contínuo, dos discentes da Pós-Graduação em Literatura da Universidade de Brasí­lia. A RAV tem o compromisso de desenvolver o debate crí­tico sobre Literatura, em suas diferentes manifestações, a partir dos mais diversos enfoques teóricos e metodológicos, com abertura para o diálogo com outras expressões artí­sticas.</p> Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literatura - UnB/IL/TEL/PósLIT. pt-BR Revista Água Viva 1678-7471 <p>Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude da aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.</p> SALVAR-SE ATRAVÉS DO RISO: UMA LEITURA PARÓDICA E NEOBARROCA DE CONTOS D’ESCÁRNIO. TEXTOS GROTESCOS, DE HILDA HILST* https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41704 <p>Este artigo tem como objetivo principal apresentar uma leitura paródica da obra obscena Contos d’escárnio. Textos grotescos, da escritora paulista Hilda Hilst, publicada em 1992. Para tanto, definimos paródia, a partir de Linda Hutcheon, em função de seu caráter duplo: semelhança e diferença, ou seja, partilha de elementos de outro texto, mas os inverte, geralmente, de modo irônico. Para caracterizar tal movimento paródico, fazemos uma comparação entre os principais personagens da obra destacada e os de A obscena senhora D, entre Hillé e Crasso, Ehud e Hans Haeckel, buscando defini-los em razão de suas características predominantes, quais sejam, o erudito e o pornográfico. Por fim, a partir de proposições de Severo Sarduy e da ideia de neobarroco, salientamos que essa dualidade se dissolve nas obras, apresentando-se por vezes indistinta e, assim, aproximando-se da ordem barroca: a suspensão das contradições.</p> Paulo Henrique Pergher Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41704 ENTRE O ROMANCE E O DIÁRIO: O ESFACELAR DO SUJEITO EM MEIO AO SALAZARISMO https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41706 <p>A tradição da narrativa do eu está presente nos registros desde a antiguidade clássica. Quando apropriada pelo gênero romanesco, que surge em meados do século XVIII, essa escrita, por conta do seu caráter ficcional, nos propicia alcançar diferentes particularidades que a produção puramente autobiográfica não atinge. Com isso, o referido artigo visa compreender como o conceito de memória e identificação, comportados por essa escrita se manifestam na obra Bolor, publicada em Portugal, durante o regime salazarista. Assim, intentamos evidenciar como os conceitos suscitados se estabelecem dentro das interposições de diferentes gêneros literários que o romance se utiliza para, não apenas experimentar novos padrões estéticos literários, mas, também, sugerir, de maneira inexplícita, uma atmosfera de censura e apatia que cerceavam a sociedade portuguesa da época.</p> Leonardo Azevedo Daniel Marinho Laks Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41706 TRADUZIR O FEMINISMO: UM SUBSÍDIO DECOLONIZADOR https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/38053 <p>O presente artigo considera a tradução como subsídio fundamental para a leitura, o letramento e a ressignificação no e do processo de decolonização do pensamento feminista. O artigo contextualiza o papel da tradução na Era da Informação, relembrando a história do movimento feminista universalista, diferenciando-o do feminismo geograficamente e eticamente localizado, que é capaz de contemplar as diferentes opressões vividas por mulheres negras, latinas e indígenas, entre outras, para argumentar que a tradução tem sido uma ferramenta importante para essas mulheres conhecerem melhor às Outras e a si mesmas. Além disso, destaca-se a falta de traduções de obras de renomadas pensadoras feministas negras estrangeiras, no mercado editorial brasileiro, e as obras literárias e teóricas de escritoras e intelectuais negras brasileiras publicadas no exterior por meio de tradução, principalmente em inglês e francês, são mapeadas. Além disso, são apontadas importantes contribuições de pensadoras negras brasileiras, cujas obras refletem sobre a relação entre tradução e feminismo no Brasil, apesar da inegável ausência de propagação de outros feminismos no e do Brasil. Por fim, o artigo defende que a tradução deve ser um ato de todas e todos e em todas as esferas, tanto na prática quanto na teoria, e vice-versa, no Brasil e no mundo.</p> Cibele de Guadalupe Sousa Araujo Dennys Silva-Reis Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.38053 SANTO AGOSTINHO E A POESIA: UM PERCURSO PELAS CRÍTICAS, VISÕES E PROJETOS EM RELAÇÃO À POESIA GRECO-ROMANA https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41783 <p>Considerando as críticas tecidas por Agostinho à poesia de seu tempo, objetiva-se neste artigo mostrar que o Doutor da Graça não condena a poesia em sua totalidade, mas somente as imoralidades presentes nas produções dos poetas romanos. Para tanto, proceder-se-á a análise da visão de Santo Agostinho quanto à poesia a partir de suas principais obras referentes a esse assunto. Nelas, observar-se que o Santo Doutor, longe de condenar o gênero poético em si, exalta o que este tem de bom e útil, o que permite concluir que seu objetivo, ao contrário de meras críticas ou censuras infundadas, era antes uma conversão da poesia à doutrina cristã.</p> Francisco Romário de Queiroz Silva Francisco Edson Gonçalves Leite Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41783 O CONTO DA AIA, DE MARGARET ATWOOD E A KUKA DE KAMAIORÁ, DE LEILAH DE ASSUMPÇÃO: QUESTÕES DE GÊNERO E DISTOPIA https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41707 <p>O objetivo deste artigo foi analisar as questões de gênero presente em narrativas distópicas. Os objetos de estudo foram as obras “O conto da Aia”, de Margaret Atwood e a “A Kuka de Kamaiorá”, de Leila de Assumpção. A questão norteadora do trabalho foi: quais as similitudes e diferenças presentes no romance “O conto de Aia” e na peça “A Kuka de Kamaiorá”? Foram instrumentais para a consecução desse trabalho o enfoque nas questões de gênero como um fator determinante para o desempenho das funções sociais, os conceitos de totalitarismo, distopia e patriarcalismo. O recorte contempla as representações que envolvem o feminino e os direitos reprodutivos da mulher. O método de análise foi o comparativismo literário, por meio das similitudes e diferenças entre as obras analisando dessa maneira as diferentes facetas do totalitarismo em ambas as distopias. Para a metodologia de análise foi empregada a revisão bibliográfica, e para a análise e interpretação dos textos a técnica Close Reading (leitura cerrada). O aporte teórico foi provido por Judith Butler, Simone de Beauvoir, Tânia Franco Carvalhal, Elaine Showalter.</p> Letícia Soares Magalhães Gabrielle Ribeiro de Sousa Graciane Cristina M. Celestino Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41707 CONCEPÇÕES DOS ESTUDOS CULTURAIS ACERCA DA APROPRIAÇÃO DO MONSTRO VAMPIRESCO PARA O CINEMA https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41795 <p>O objetivo do presente artigo foi investigar de que maneira o romance Drácula (1897) de Bram Stoker e o filme Drácula: a história nunca contada (2014), dirigido por Gary Shore, constroem uma estética narrativa que comporta relações de apropriação, adaptação, processo de escrita e constituição da personagem, em relação ao mito vampiresco, traçando uma análise histórica de sua recepção na contemporaneidade. O recorte contempla as temáticas da representação cultural e histórica relacionadas com a construção e evolução da personagem vampiresca. A fim de compreender essas nuances, também é feita uma análise do romance de Anne Rice, Entrevista com o Vampiro (1976), onde se discute as relações de homossexualidade nessa evolução da criatura.</p> Amanda Carvalho da Silva Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41795 RELAÇÕES DE PODER: O AUTORITARISMO EM 1984, DE GEORGE ORWELL, E CORAÇÃO DE AÇO, DE BRANDON SANDERSON https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41793 <p>Este artigo busca analisar de que modo as configurações de poder são dispostas nos objetos de estudo, 1984 (ORWELL, 2009) e Coração de Aço (SANDERSON, 2016), e como o autoritarismo controla a sociedade em todos os aspectos. Foram instrumentais para a consecução do trabalho a análise do discurso autoritário e a alienação da massa, e como contribuem para uma alteração da memória e da história e o importante papel destes dois elementos para a permanência do sistema totalitário. Os conceitos em que nos debruçamos foram os de: intertextualidade nas distopias; relações de poder nas obras analisadas, refletindo fenômenos visíveis e invisíveis da realidade social e da memória; tempo como historicidade e alienação como forma de alteração e manipulação de memória.</p> Antônio Leonardo Alves Bezerra José Jayslan Souza do Nascimento Lauren de Novais Silva Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41793 A SOCIEDADE PATRIARCAL E A OPRESSÃO DA MULHER: UMA MIRADA SOBRE AS PERSONAGENS FEMININAS EM O PRIMO BASÍLIO https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41796 <p>O presente trabalho teve como objetivo analisar de que forma a sociedade patriarcal condicionou a mulher do século XIX a uma posição de subalternidade. O objeto de estudo foi a obra O Primo Basílio de Eça de Queirós, publicada em 1878, com recorte de análise direcionado para as personagens Luísa, Leopoldina e Juliana. Utilizou-se como modelo de análise a Crítica Feminista, sendo que o aporte teórico se baseou em textos de Heloisa Buarque de Hollanda (2018) e Raisa Ribeiro (2021). Pretendeu-se analisar a sociedade oitocentista e como reverberou um discurso preconceituoso e opressor em relação à condição da mulher. Além disso, foram empregadas as análises do teórico Carlos Reis (1975; 2009 e 2018), especialista em estudos queirosianos e Francisco Dantas (1999). A perspectiva de interpretação e análise se respaldou em evidenciar como a sociedade em questão era conservadora e contraditória no que diz respeito à figura feminina, visto que, a mulher sofria apagamento e era silenciada pelos preceitos do patriarcado.</p> Ana Caroline da Silva Junior Carolle Romana Almeida de Melo Viviana dos Anjos Portela Diane Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41796 OS ÚLTIMOS DIAS DO CAFÉ PLANETA https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41797 José D'Assunção Barros Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41797 Apresentação Água Viva https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/41703 Cíntia Carla Moreira Schwantes Copyright (c) 2021 Revista Água Viva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 6 3 10.26512/aguaviva.v6i3.41703