Fechamento e abertura a moldura repensada

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Carolina Rodrigues Freitas

Resumo

Este ensaio é uma busca por reler Simmel (2005), em especial a ideia de moldura, desenvolvida pelo autor em referência ao processo de individuação moderno, à luz de argumentos como os de Bazin (2018) sobre a moldura filmíca, de Deleuze e Guatarri (2007) sobre o enquadramento e de Michael Hardt (2007) sobre os afetos. Acredita-se que isso pode nos ajudar a compreender Simmel como uma forma sensível aos limites do sujeito moderno, e que, de certa maneira, antecipa uma percepção do potencial de outros modos de individuação, como aqueles pensados, muitos anos depois, por autores como Foucault (1984; 1985), Deleuze (1992) e Maffesoli (2006). 

Downloads

Não há dados estatísticos.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Como Citar
FreitasC. R. (2019). Fechamento e abertura. Arquivos Do CMD, 6(2), 232-243. https://doi.org/10.26512/cmd.v6i2.26420
Seção
Esboço de Letras

Referências

ADORNO, Theodor W. O ensaio como forma. In: Notas de
literatura I. Tradução de Jorge de Almeida. São Paulo: Duas
cidades, 2003, p. 15-45.
AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? E outros ensaios.
Tradução de Vinicius Nicastro Honesko. Chapecó, SC: Argos,
2009.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna: do iluminismo aos
movimentos contemporâneos. São Paulo: Cia das letras, 2006.
BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Tradução de Ivan
Junqueira. Edição especial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
BAZIN, André. Pintura e cinema. In: BAZIN, André. O que é
cinema? Tradução de Eloisa Ribeiro. São Paulo: Ubu, 2018, p.
225-238.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de suas técnicas de
reprodução. In: GRÜNNEWALD, José. A ideia do cinema. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1969, p. 55-95.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas. Vol. 3. Charles Baudelaire,
um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 2017.
BONITZER, Pascal. O que é um plano?. Tradução de Fabián
Núñez. V documents. Agosto de 2015. Disponível em:
.
Acesso em: 17 de junho de 2019.
BUENO, Arthur; MALTA, Elder; LEITE, Elaine da S..
Apresentação: Georg Simmel e as formas de vida. Novos rumos
sociológicos. vol. 5, n. 7, jan-jul-2017, p. 1-9.
BUCK-MORSS, Susan. Estética e anestética: uma reconsideração
de A obra de arte de Walter Benjamin. In: BENJAMIN, Walter [et
al.]. Benjamin e a obra de arte: técnica, imagem, percepção.
Tradução de Marijane Lisboa e Vera Ribeiro. Organização de
Tadeu Capistrano. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012, p. 155-204.
DELEUZE, Gilles. Cinema II: a imagem-tempo. Tradução de
Eloisa Ribeiro. São Paulo: Brasiliense, 2013.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia?. São
Paulo: Editora 34, 2007.
FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia
das ciências humanas. Tradução de Salma Tannus Muchail. 8ª
edição. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
FOUCAULT, Michel. O que é um autor?. 4. ed. Tradução de
António Fernando Cascais e Eduardo Cordeiro. Alpiarça: Vega,
2000.
FOUCAULT, Michel. História da sexualidade II: o uso dos
prazeres. Tradução de Maria Thereza Albuquerque. 8ª edição. Rio
de Janeiro: Graal, 1984.
FOUCAULT, Michel. História da sexualidade III: o cuidado de si.
Tradução de Maria Thereza Albuquerque. 8ª edição. Rio de
Janeiro: Graal, 1985.
GIL, José. Pequenas percepções. In: LINS, D. (Org). Razão
nômade. Rio de Janeiro: Forense universitária, 2005. p. 15-22.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade.
Tradução de Tadeu da Silva. 11a edição. Rio de Janeiro: DP&A,
2006.
HARDT, Michael. Foreword: what affects are good for. In:
CLOUCH, Patrícia. Affect turn: theorizing the social. New York:
Duke University, 2007, p. IV-XIII.
JAMESON, Fredric. Pós-Modernismo. A Lógica Cultural do
Capitalismo Tardio. Tradução de Maria Elisa Cevasco. 2ª edição.
São Paulo: Ática, 2006.
LOPES, Denilson. Nós, os mortos: sensibilidades melancólicas e
imagens neo-barrocas. Rio de Janeiro: 7Letras, 1999.
MAFFESOLI, Michel. Elogio da razão sensível. Tradução de
Albert Christophe Migueis Stuckenbruck. Petropólis, RJ: Vozes,
1998.
MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do
individualismo nas sociedades de massa. Rio de Janeiro: Forense
universitária, 2006.
MASSUMI, Brian. The authonomy of affect. In: Cultural Critique,
n. 31, 1995, p. 83-109.
PERES, Fabio de Faria et all. A “sensibilidade” de Simmel: notas e
contribuições ao estudo das emoções. In: Revista Brasileira de
Sociologia das emoções, n. 10 (28): abril de 2011, p. 93-120.
PROUST, Marcel. Sobre a leitura. Tradução de Carlos Vogt. 2ª
edição. Campinas, SP: Pontes, 1991.
SIMMEL, Georg. A moldura. Um ensaio estético. In: SOUZA,
Jessé; OELZE, Berthoid. Simmel e a modernidade. 2ª edição.
Brasília: UnB, 2005, p.119-126.
SIMMEL, Georg. A asa do vaso. In: SOUZA, Jessé; OELZE,
Berthoid. Simmel e a modernidade. 2ª edição. Brasília: UnB,
2005b, p. 127-134.
SIMMEL, Georg. Sobre exposições de arte. In: VILLAS BÔAS,
Glaucia; OELZE, Berthold (org.). Georg Simmel arte e vida:
ensaios de estética sociológica. Tradução: Markus André Hediger.
São Paulo: Hucitec, 2016. p.159-166.
SOUZA, Jessé; OELZE, Berthold. Prefácio. In: Simmel e a
modernidade. 2ª edição revista. Brasília: Editora UNB, 2005. p. 7-
8.
SPINOZA, Baruch. Ética. Tradução de Tomaz Tadeu. Belo
Horizonte: Autêntica, 2009.
WEBER, Max. A ciência como vocação: In: Três tipos de poder e
outros escritos. Lisboa: Tribuna da História, 2005.
WEINSTEIN, Deena; WEINSTEIN, Michael A. Simmel and the
theory of postmodern society. Theories of Modernity and
Postmodernity, Londres: Sage, 1990. Disponível em:

Acesso em: 28 de julho de 2019.
WAIZBORT, Leopoldo. As Aventuras de Georg Simmel. São
Paulo: Editora 34, 2000.