Entre as ciências médicas e as ciências bantu-kongo: perspectivas de saúde dentro de terreiros de Umbanda

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26512/revistacalundu.v9i1.58733

Palabras clave:

Ciências Médicas, Ciências Bantu-Kongo, Saúde

Resumen

Este estudio tiene como objetivo examinar las perspectivas de salud presentes en los terreiros de Umbanda, así como observar las contribuciones de estos espacios al
ámbito de la salud. Utilizando una perspectiva cualitativa de revisión bibliográfica, de tipo narrativa y carácter exploratorio, esta se fundamenta en bases indexadas de datos virtuales. El objetivo fue realizar una síntesis integral y un análisis crítico sobre el tema, explorando la intersección entre la ciencia de los terreiros y la ciencia tradicional. De este modo, el trabajo aborda los orígenes bantú de la Umbanda y sus adaptaciones en Brasil, destacando su esencia espiritual, el culto a la ancestralidad y las prácticas de sanación que conciben la salud como un proceso continuo e integrado a la experiencia humana. Se subraya la contribución de los terreiros para ampliar las concepciones del cuidado de la salud, combatir opresiones y promover la valorización cultural, fundamental para políticas públicas inclusivas. Finalmente, se destaca la urgencia de profundizar en investigaciones de este tipo, con miras a enriquecer la comprensión del impacto de las prácticas umbandistas en la salud. Este trabajo celebra, en última instancia, la Umbanda como un reencuentro ancestral y una resistencia cultural. ¡Saravá Umbanda! 

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Livia Souza Costa, Universidade Federal de São Paulo

Psicóloga, graduada pela Universidade Federal de São Paulo. Participante do projeto Diálogos
Comunitários Calunduzeiros, do Instituto Calundu

Renan Vieira de Santana Rocha, Universidade Federal de São Paulo

Professor Adjunto da Universidade Federal de São Paulo. 

Citas

ALBUQUERQUE, U. P.; CHIAPPETA, A. A. “O uso de plantas e a concepção de doença e cura nos cultos afro-brasileiros”. Ciência & Trópico, v. 22, n. 02, 2011.

ALVES, A. J. “A revisão da bibliografia em teses e dissertações: meus tipos inesquecíveis”. Cadernos de Pesquisa, n. 81, p. 53-60, 1992.

BARBOSA JÚNIOR, A. O Livro Essencial de Umbanda. São Paulo: Universo dos Livros, 2014.

BATISTELLA, C. E. C. “Abordagens contemporâneas do conceito de saúde”. In: FONSECA, A. F.; CORBO, A. M. D. (Orgs.): O território e o processo saúde-doença. Rio de Janeiro: EPSJV/FIOCRUZ, 2007, p. 51-86.

BRANDÃO, J. L.; GOMES, A. M. T.; CALDAS, C. P.; DAVID, H. M. S. L.; MELO, L. D. “A cultura do cuidado em saúde na Umbanda: reflexões baseadas nas Epistemologias do Sul”. Revista Fragmentos de Cultura - Revista Interdisciplinar de Ciências Humanas, v. 32, n. 04, p. 631-644, 2023.

BRASIL. Decreto N.º 847, de 11 de outubro de 1890: Promulga o Código Penal. Brasília: Diário Oficial da União, 1890. BRASIL. Resolução N.º 715/2023, do Conselho Nacional de Saúde (CNS): Dispõe sobre as orientações estratégicas para o Plano Plurianual e para o Plano Nacional de Saúde provenientes da 17ª Conferência Nacional de Saúde e sobre as prioridades para as ações e serviços públicos de saúde aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde. Brasília: Diário Oficial da União, 2023. CAMARGO, H. W. “Dikenga Dia Kongo, Ancestralidades da Umbanda em Curitiba”. Patrimônio e Memória (UNESP), v. 19, p. 136-164, 2023. CANGUILHEM, G. O Normal e o Patológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1978. CAPONI, S. “Georges Canguilhem y el Estatuto Epistemológico del Concepto de Salud”. História, Ciências e Saúde – Manguinhos, v. 04, n. 02, p. 287-307, 1997.

CARLESSI, P. C. “Nessas Matas tem Folhas”: uma análise sobre ‘plantas’ e ‘ervas’ a partir da Umbanda paulista. 2016. 93 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas, Universidade Federal de São Paulo, Diadema, 2016.

COELHO, M. T. Á. D.; ALMEIDA FILHO, N. “Normal-patológico, saúde-doença: revisitando Canguilhem”. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 09, n. 01, p. 13-36, 1999.

COSTA, V. C. “Cabula e Macumba”. Síntese, n. 41, p. 65-85, 1987.

COSTA LIMA, Vivaldo da. Família de santo: análise estrutural do candomblé. 2. ed. Salvador: Corrupio, 1977. COSTA-LIMA, V. A Família de Santo nos Candomblés Jeje-Nagôs da Bahia: um estudo de relações intragrupais. 2 ed. Salvador: Corrupio, 2003.

CUNHA JÚNIOR, H. A. “NTU: introdução ao pensamento filosófico bantu”. Revista Educação em Debate, v. 01, n. 59, p. 25-40, 2010.

DEJOURS, C. “Por um novo conceito de saúde”. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, n. 54, v. 14, 1986.

FRANÇA, M. M. L.; QUEIROZ, S. B.; BEZERRA, W. C. “Saúde dos povos de terreiro, práticas de cuidado e terapia ocupacional: um diálogo possível?”. Cad. Ter. Ocup. UFSCar, v. 24, n. 01, p. 105-116, 2016.

FU-KIAU, K. K. B. African Cosmology of the Bântu-Kôngo: Principles of Live and Living. 2. ed. Nova Iorque: Athelia Henrietta Press, 2001. GOMES, A. M. T. “O terreiro de Umbanda como espaço de cuidado: algumas reflexões”. Revista Baiana de Enfermagem, v. 35, 2021. GUALDA, D. M. R.; BERGAMASCO R. B. Enfermagem e Cultura e o Processo Saúde-Doença. São Paulo: Ícone, 2004. LIMA, L. P. “Menosprezada pela história, herança banto é um pilar central da formação do Brasil”. Jornal da USP, 2024.

LOPES, N. Novo Dicionário Banto do Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 1999.

MACHADO, V. “Terreiros: uma expressão ancestral”. Revista Eletrônica: Tempo - Técnica - Território, v. 10, n. 01, p. 141-154, 2019. MAIÊ, M. “Os Quatro Ciclos do Dikenga”. Terreiro de Griôs: Revista Eletrônica Oralidade, Arte, Cosmopercepções, Educação e Africanidades, 2017.

MARCUSSI, A. A. “Utopias centro-africanas: ressignificações da ancestralidade nos calundus da América portuguesa nos séculos XVII e XVIII”. Revista Brasileira de História, v. 38, n. 79, p. 19-40, 2018.

MARTINES, W. R. V.; MACHADO, A. L. “Produção de cuidado e subjetividade”. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 63, n. 02, p. 328-333, 2010.

MATTOS, R. A. “Os sentidos da integralidade: algumas reflexões acerca de valores que merecem ser definidos”. In: MATTOS, R. A.; PINHEIRO, R. (Orgs.). Os Sentidos da Integralidade na Atenção e no Cuidado à Saúde. 4. ed. Rio de Janeiro: Abrasco/UERJ/Cepesc, 2006, p. 39-63.

MOTA, C. S.; VILLAS BOAS, M. J. V. B.; TRAD, L. A. B. “Cuidar do orixá é cuidar de si?: notas sobre o cuidado na família de santo em terreiros de candomblé”. In: TRAD, L. A. B. et al (Orgs.). Contextos, Parcerias e Itinerários na Produção do Cuidado Integral: diversidade e interseções. Rio de Janeiro: CEPESC/ABRASCO, 2015, p. 317-336.

NOGUEIRA, G. D.; NOGUEIRA, N. S. “Seu cangira, deixa a gira girar: a cabula capixaba e seus vestígios em Minas Gerais”. Revista Calundu, v. 01, n. 02, 2017. OLIVEIRA, M. A. C.; EGRY, E. Y. “A historicidade das teorias interpretativas do processo saúde-doença”. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 34, n. 01, p. 9-15, 2000.

ORTIZ, R. A Morte Branca do Feiticeiro Negro: Umbanda e sociedade brasileira. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1999.

RABELO, M. C. M. “Entre a casa e a roça: trajetórias de socialização no Candomblé de habitantes de bairros populares de Salvador”. Religião e Sociedade, v. 28, n. 01, p. 176-205, 2008.

REDE NACIONAL DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E SAÚDE (RENAFRO). Respeite Meu Terreiro - Pesquisa sobre o racismo religioso contra os povos tradicionais de religiões de matriz africana. Rio de Janeiro: Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (RENAFRO) e Ilê Omolu Oxum, 2022.

ROHDE, B. F. A Umbanda tem Fundamento, e é Preciso Reparar: abertura e movimento no universo umbandista. 2010. 157 f. Dissertação (Mestrado em Cultura e Sociedade). Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Comunicação, Salvador, 2010.

ROTHER, E. T. “Revisão sistemática X revisão narrativa”. Acta Paulista de Enfermagem, v. 20, n. 02, p. v-vi, 2007. SEGATO, Rita Laura. Inventando a natureza: família, sexo e gênero no Xangô do Recife. Anuário Antropológico, 2018.

SILVA, C. L. F. “Uso Terapêutico e Religioso das Ervas”. Revista Caminhos - Revista de Ciências da Religião, v. 12, n. 01, p. 79–92, 2014. SILVA, P. M. F.; SILVA, J. A. N. “O histórico das religiões afro-brasileiras: do Calundu à Umbanda”. In: Anais do II Colóquio Internacional de História: Fontes Históricas, Ensino e História da Educação. Campina Grande: Universidade Federal de Campina Grande, 2010. SIMAS, L. A. Umbandas: Uma História do Brasil. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.

SOUZA, Laura de Mello e. Sabbats e calundus: feitiçaria, práticas mágicas e religiosidade popular no Brasil colonial. 1986. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1986.

SOUZA, Laura de Mello e. Revisitando o Calundu. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.

Publicado

2025-07-01

Cómo citar

Souza Costa, L., & Rocha, R. V. de S. (2025). Entre as ciências médicas e as ciências bantu-kongo: perspectivas de saúde dentro de terreiros de Umbanda. Revista Calundu, 9(1), 45–72. https://doi.org/10.26512/revistacalundu.v9i1.58733