ANCESTRALIDADE, INFÂNCIA E (RE)ENCANTAMENTO DO MUNDO
diálogos entre educação e filosofias africanas
DOI:
https://doi.org/10.26512/pl.v13i29.52298Palavras-chave:
Filosofias africanas. Educação. Ancestralidade. Infância.Resumo
O objetivo deste trabalho é tecer algumas reflexões sobre as questões concernentes aos conceitos de ancestralidade e infância por meio da interlocução com os campos das filosofias africanas e da educação. A partir da experiência vivenciada na disciplina Educação e Filosofias Africanas, no âmbito do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da UFMG, argumentamos que a academia, assim como a sociedade, opera a partir da colonialidade e, ao abrir-se para os pensares e sentires africanos, transgride as formas de atualização da colonização, valorizando abordagens interdisciplinares e epistemologicamente emancipatórias e contribuindo para a (re)construção de saberes, fazendo ecoar as vozes de povos historicamente subalternizados. A partir do pensamento dos filósofos brasileiros Wanderson Flor do Nascimento e Eduardo Oliveira, concluímos que trazer conceitos filosóficos negro-africanos para a educação é um convite ao (re)encamento do mundo e um potente modo de fortalecer uma ótica que concebe o sentir como parte indissociável do pensar.
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