SCHILLER E A PROMESSA POLÍTICA DA EDUCAÇÃO ESTÉTICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/pl.v12i25.48406

Palavras-chave:

Friedrich Schiller. Estética. Política.

Resumo

Este trabalho investiga como a teoria do filósofo Friedrich Schiller sobre a beleza apresenta um novo tipo de liberdade, com o estado estético da mente, que carrega uma promessa política. Schiller defendeu que, quando contempla a beleza, nenhuma aptidão domina o sujeito, que atinge um estado de suspensão, ativo e passivo ao mesmo tempo: o estado estético. Nele, ambas as suas legislações, sensibilidade e razão, se harmonizam. Jacques Rancière argumentou, em Mal-estar na estética, que a educação estética de Schiller pode ser uma alternativa à ideia de revolução política, por configurar uma nova experiência do sensível onde todos são iguais. Como apontou Rancière, há, na experiência do jogo estético, a revogação do domínio que a razão estabelecia sobre a sensibilidade, tal como daquele empreendido pelo opressor sobre o oprimido. Este regime da autonomia na forma de experiência do sensível se lança, para além do estético, ao político, da beleza à liberdade.

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Biografia do Autor

Matheus Benites, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Mestre em Filosofia pela PUC-Rio (2022), na área de Estética e Filosofia da Arte, a partir da dissertação "Beleza e liberdade em Friedrich Schiller: a promessa política da educação estética". Doutorando em Filosofia pela PUC-Rio, na área de Filosofia Moderna, com a tese "A vida como querer e valorar a partir de Friedrich Nietzsche". Graduado em Comunicação Social - Cinema, também pela PUC-Rio (2020). É educador de Filosofia e Sociologia do pré-vestibular SerCidadão. Possui um canal no YouTube sobre filosofia (YouTube.com/MatheusBenites), onde publica vídeo-aulas semanais para mais de 20 mil inscritos. É autor do livro "Contos pandêmicos" (indicado ao prêmio Asas de Ouro 2023) e cineasta, responsável pela direção dos filmes "Primeiros Amigos" (2019) e "Antes Que Ela Vá" (2017), além de curtas-metragens, entre eles a adaptação de um conto de Albert Camus, "A pedra que cresce" (2022), e o documentário "Nietzsche em português" (2023), com participação de Julio Bressane e Rosa Dias.

Referências

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Publicado

24-12-2023

Como Citar

Benites, M. (2023). SCHILLER E A PROMESSA POLÍTICA DA EDUCAÇÃO ESTÉTICA. PÓLEMOS – Revista De Estudantes De Filosofia Da Universidade De Brasília, 12(25), 145–164. https://doi.org/10.26512/pl.v12i25.48406

Edição

Seção

Artigos