Análise espacial do Índice de Infestação Predial por Aedes Aegypti e implicações para o controle da dengue em Rosário do Sul (RS), BRASIL, 2023
DOI:
https://doi.org/10.26512/2236-56562025e57909Palavras-chave:
Aedes aegypti, Epidemiologia, Vigilância ambiental, MapeamentoResumo
O estudo teve como objetivo analisar o índice de infestação predial e a distribuição espacial dos casos de dengue na área urbana do município de Rosário do Sul, utilizando dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do ano de 2023. O levantamento foi realizado pela Vigilância Sanitária e Ambiental de janeiro a outubro de 2023, considerando a metodologia do Ministério da Saúde. Os dados foram inseridos em planilha eletrônica para o cálculo do Índice de Infestação Predial (IIP), na plataforma Google Earth e no software QGis para a espacialização e elaboração de mapas de calor. Os resultados mostraram que no ciclo 1/2023 (janeiro), das 38 amostras coletadas, 19 foram positivas, resultando em IIP de 2,03%, indicando alerta. No ciclo 2/2023 (maio), com 54 amostras coletadas, 45 resultaram positivas e o IIP foi de 5,30%, identificado como risco. Nos ciclos 3/2023 (agosto) e 4/2023 (outubro), com número menor de amostras (17 e 16, respectivamente) houve 7 (agosto) e 3 (outubro) positivas, indicando IIP satisfatórios (0,70% e 0,26%, respectivamente). Os valores elevados de IIP no 1° e 2º ciclos sinalizaram a necessidade de intensificação de medidas de controle dos focos e a espacialização dos dados facilitou a verificação dos locais com amostras positivas para intervenções posteriores.
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