A cosmologia sintrópica: o que aprendi com Charles S. Peirce sobre a agricultura sintrópica de Ernst Götsch

Authors

  • Marcelo Moreira Santos Senac Ribeirão Preto

Abstract

O objetivo deste artigo é refletir sobre os conceitos metafísicos do filósofo norte-americano Charles S. Peirce (1839-1914) em relação à metodologia de cultivo do agricultor Ernst Götsch, chamada agricultura sintrópica. Primeiramente, vamos abordar os conceitos fenomenológicos que fundamentam a metafísica de Charles Peirce. Nela, o espaço-tempo se torna, hipoteticamente, um ecossistema. Esse movimento se dá para podermos expandir as noções encontradas no antológico texto Amor Evolucionário (1893) que inaugura, na filosofia de Peirce, um universo concebido em continua evolução e complexidade, ou sinequismo. Essa abordagem se faz necessária para superarmos a noção de linearidade do espaço-tempo e nos cercarmos de uma realidade permeada pela diversidade e originalidade (primeiridade), irreversibilidade e alteridade (secundidade), e regularidade e continuidade (terceiridade) espaço-temporal. Ao final, vamos observar as correlações entre a metodologia da agricultura sintrópica de Ernst Götsch com essa cosmovisão de Peirce, sem perder de vista as contribuições de teóricos dos sistemas como Mário Bunge, Ilya Prigogine, Edgar Morin e Jorge Albuquerque Vieira para dar suporte à análise aqui proposta.

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Published

2025-04-30

How to Cite

Santos, M. M. (2025). A cosmologia sintrópica: o que aprendi com Charles S. Peirce sobre a agricultura sintrópica de Ernst Götsch. Ecolinguística: Revista Brasileira De Ecologia E Linguagem (ECO-REBEL), 11(1), 86–100. Retrieved from https://periodicos.unb.br/index.php/erbel/article/view/58057

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