CORALIDADE, POLIFONIA E MUSICALIDADE EM AS ETIÓPICAS, DE HELIODORO DE EMESA.
DOI:
https://doi.org/10.26512/dramaturgias29.59439Palabras clave:
Coralidade, Polifonia, As EtiópicasResumen
É possível encontrar algum tipo de ‘coralidade’ na obra As Etiópicas? O que é coralidade e como se apresentaria ou estaria presente no romance em questão? Para discutir essas questões, proponho partir da ideia de ‘polifonias corais’, de Claude Calame, e da ideia de ‘polifonia’ de Bakhtin (como explicada por Fusillo), usada para caracterizar o romance como gênero dialógico e intertextual por excelência. Em primeiro lugar, é preciso lembrar que Heliodoro foi muito influenciado pelo teatro e isso se vê nas diversas alusões, citações e paródias teatrais constantes em sua narrativa. Mas será que, a partir disso, podemos falar de ‘coralidade’ no romance? Marcus Mota, em seu livro Audiocenas, trata do percurso feito por ele para extrair melodias do texto do romance. É interessante lembrar também que As Etiópicas foi uma obra algumas vezes usada para diferentes tipos de adaptação teatral e musical. Então, no mínimo, podemos, sim, falar de uma ‘musicalidade’ latente presente nesse texto.
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