Yemònjá: signos estéticos em processos sonoros e coreográficos na montagem em dança

Autores

  • Maicom Souza e Silva Universidade de Brasília

Palavras-chave:

Dança, Metafísica, Cantar-dançar-batucar

Resumo

Neste texto, trazemos informações e dialogamos sobre possíveis processos composicionais de movimentos corporais e musicais em um espetáculo de dança. Tratamos da montagem do espetáculo de dança negro-brasileira infantojuvenil O Mar que banha a ilha de Goré. Trabalho capixaba organizado pelo Coletivo Emaranhado, da cidade de Vitória (ES), no ano de 2021, em parceria com a multiartista Kiusam de Oliveira. O nosso propósito é compartilhar possíveis caminhos de como estruturar uma dança negro-brasileira, para que assim possamos registrar, externalizar e contribuir com epistemologias que versam sobre a arte negro-brasileira e processos de montagem e encenação que não coloque a cultura afrodiaspórica em espaços de fetichismo e exotismo. Abrimos caminhos e criamos repertórios-outros para dialogarmos sobre a arte da dança, pesquisas musicais e possíveis escolhas coreográficas que estejam com as suas motrizes em diálogo com as metafísicas afrodiaspóricas.

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Biografia do Autor

Maicom Souza e Silva, Universidade de Brasília

Mestrando em Metafísica

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Publicado

2022-04-28

Como Citar

Silva, M. S. e. (2022). Yemònjá: signos estéticos em processos sonoros e coreográficos na montagem em dança. Dramaturgias, (19), 132–151. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/dramaturgias/article/view/45009