Lisístrata no dialeto do Sul da Bahia e no dialeto de Pernambuco

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Édson Reis Meira

Resumo




Este trabalho apresenta a tradução da peça Lisístrata, de Aristófanes, para o dia- leto do Sul da Bahia e para o dialeto de Pernambuco (do Recife). Os dois dialetos brasileiros na tradução visam à reprodução da variação diatópica presente no original. A variante ateniense é reproduzida pelo dialeto do Sul da Bahia, enquanto a espartana, pelo dialeto do Recife. A ideia do estudo nasceu da constatação da necessidade de traduções que contemplassem o português brasileiro falado pela grande maioria da população nos diversos contextos de interação social. Na tradução, levam-se em consideração as situações de fala, o status social das personagens, os conteúdos e os propósitos comunicativos dos enunciados. Apoiado em sólidos postulados teóricos da área, o autor concebe a tradução como recriação linguística. Assim, recria a peça em questão, reproduzindo a diversidade linguística e o estilo presentes no texto de Aristófanes. Além disso, as opções teórico-metodológicas do estudo visam não somente superar os desafios da tradução como recriação, mas também facilitar a encenação da peça numa língua fluente com a qual o espectador possa identificar-se, fruindo ao máximo do texto. A tradução é acompanhada de um estudo introdutório sobre os dialetos do Sul da Bahia e de Pernambuco, comentários e notas de rodapé.




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Como Citar
Reis Meira, E. (2020). Lisístrata no dialeto do Sul da Bahia e no dialeto de Pernambuco. Dramaturgias, (13), 102-195. https://doi.org/10.26512/dramaturgias.vi13.31059
Seção
Dossiê

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