Territorialidades da(s) cracolândia(s) em São Paulo e no Rio de Janeiro

Autores

  • Heitor Frúgoli Jr.
  • Mariana Cavalcanti

Palavras-chave:

usos do espaço, territorialidade, crack, itinerância

Resumo

O artigo parte de um desvendamento etnográfico da(s) chamada(s) cracolândia(s) paulistana e carioca, com o intuito de lançar um olhar antropológico sobre determinadas dinâmicas relacionais e espaciais urbanas. Para tanto, detemonos sobre os modos como se constituem como territorialidades itinerantes, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A comparação sugere que a “itinerância” mesma da(s) cracolândia(s) aponta o fato de como elas se produzem em espaços constituídos por outras territorialidades em disputa ”“ em particular, no contexto de grandes intervenções urbanas que visam ressignificar certas regiões das cidades em questão ”“ e ainda para como as rotinas e as disputas em torno da(s) cracolândia(s) geram uma série de conflitos para além daqueles relacionados à repressão policial, produzindo também conexões com outros espaços.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ADORNO, Rubens R.F. et al. 2013. “Etnografia da cracolândia: notas sobre uma pesquisa em território urbano”. Saúde & Transformação Social, 4 (2):4-13. Disponível em: http:// www.incubadora.ufsc.br/index.php/saudeetransformacao/article/view/2246/ 2646 . Acesso em 15/10/2013.
ARANTES, Antonio A. 2000. “A guerra dos lugares”. In: ___. Paisagens paulistanas: transformações do espaço público. Campinas: Ed. da Unicamp. pp. 103-129.
BANCO MUNDIAL. 2012. Bringing the State back into the favelas of Rio de Janeiro: understanding changes in community life after a disarmament and pacification process. Washington D.C.: World Bank.
BARBOSA, Antônio R. 2012. “Considerações introdutórias sobre territorialidade e mercado na conformação das Unidades de Polícia Unificadora no Rio de Janeiro”. Revista Brasileira de Segurança Pública, 6:256-265. Disponível em: http://www2. forumseguranca. org.br/node/31702. Acesso em:10/10/2013.
BARNES, Taylor & ROSALES, Kristina. 2011. “New Jack Rio”. Foreign Policy. Disponível em: http://www.foreignpolicy.com/articles/2011/09/14/new_jack_rio. Acesso em: 10/7/2013.
BOURGOIS, Philippe. 2003. In search for respect: selling crack in El Barrio. 2. ed. Cambridge/ New York: Cambridge University Press.
BURGOS, Marcelo et al. 2012. “O efeito UPP na percepção dos moradores das favelas”. Desigualdade & Diversidade, 11: 49-97. Disponível em: http://desigualdadediversidade.soc. pucrio.br/media/4artigo11.pdf. Acesso em: 10/11/2013.
CAVALCANTI, Mariana. 2009. “Do barraco à casa: tempo, espaço e valor(es) em uma favela consolidada”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 24(69):69-81. http://www.scielo. br/pdf/rbcsoc/v24n69/05.pdf. Acesso em 10/7/2013.
____. 2013. “À espera, em ruínas: urbanismo, estética e política no Rio de Janeiro da ‘PACificação’”. Dilemas. Revista de Estudo de Conflitos e Controle Social, 6 (2):191-228. Disponível em: http://revistadil.dominiotemporario.com/doc/DILEMAS62Art1. pdf. Acesso em: 22/11/2013.
CAVALCANTI, Mariana & FONTES, Paulo. 2011. “Ruínas industriais e memória em uma ‘favela fabril’ carioca”. História Oral, 14(1):11-35. Disponível em: http://www.revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=221&path%5B%5D=225#. Acesso em: 10/10/2013.
DE CERTEAU, Michel. 1994 [1980]. A invenção do cotidiano 1. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes.
DELEUZE, Gilles & GUATTARI, Félix. 1972. L’AntiŒdipe. Paris: Minuit.
____. 1980. Mille plateaux. Paris: Minuit.
DURHAM, Eunice. 2004 [1986]. “A sociedade vista da periferia”. In: ___. A dinâmica da cultura. São Paulo: Cosac Naify. pp. 377-407.
FELTRAN, Gabriel S. 2010. “Periferias, direito e diferença: notas de uma etnografia urbana”. Revista de Antropologia, 53 (2): 565-610. Disponível em: http://www.revistas. usp. br/ ra/article/view/37711/40440. Acesso em: 1/11/2013.
FOUCAULT, Michel. 1977. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes.
FRÚGOLI JR., Heitor (ed.). 2012. Dossiê Luz, São Paulo. Ponto Urbe, 11. Disponível em: http://www.pontourbe.net/edicao11dossieluz. Acesso em: 15/11/2013.
____. 2000. Centralidade em São Paulo: trajetórias, conflitos e negociações em São Paulo. São Paulo: Cortez/ Edusp.
____. 2005. “O urbano em questão na antropologia: interfaces com a sociologia”. Revista de Antropologia, 48(1):133-165. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ra/ v48n1/ a04v48n1.pdf. Acesso em: 1/7/2013.
____. 2013. “Variations sur un quartier du centre de São Paulo”. Brésil(s). Sciences Humaines et Sociales, 3:49-67.
FRÚGOLI JR., Heitor & CHIZZOLINI, Bianca B. 2012. “Moradias e práticas espaciais na região da Luz”. In: Heitor Frúgoli Jr. (ed.). Dossiê Luz, São Paulo. Ponto Urbe, 11. Disponível em: http://www.pontourbe.net/edicao11dossieluz/262moradiasepraticas espaciaisnaregiaodaluz. Acesso em: 22/11/2013.
FRÚGOLI JR., Heitor & SPAGGIARI, Enrico. 2010. “Da cracolândia aos noias: percursos etnográficos no bairro da Luz”. Ponto Urbe, 6. Disponível em: http://www.pontourbe.net/edicao6artigos/118dacracolandiaaosnoiaspercursosetnograficosnobairrodaluz. Acesso em: 22/11/2013.
HIRATA, Daniel S. 2010. Sobreviver na adversidade: entre o mercado e a vida. Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo.
JOSEPH, Isaac. 2005 [1998]. “A respeito do bom uso da Escola de Chicago”. In: Valladares, Licia P. (ed.). A Escola de Chicago: impactos de uma tradição no Brasil e na França. Belo Horizonte & Rio de Janeiro: Ed. UFMG/ IUPERJ. pp. 91-128.
MACHADO DA SILVA, Luiz Antonio. 2010. “Mas afinal, qual é a das UPPs?”. Observatório das Metrópoles. Disponível em:http://www.observatoriodasmetropoles. ufrj.br/artigo_machado_UPPs.pdf. Acesso em: 15/11/2013.
MISSE, Michel. 2006. Crime e violência no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Lumen Júris Ed.
PERLONGHER, Néstor. 1987. O negócio do michê: a prostituição viril. São Paulo: Brasiliense.
RUI, Taniele. 2012. Corpos abjetos: etnografia em cenários de uso e comércio de crack. Tese de Doutorado, Universidade de Campinas.
VALLADARES, Licia do P. 2005. A invenção da favela: do mito de origem a favela.com. Rio de Janeiro: Ed. FGV.
VELHO, Gilberto. 2013 [1981]. “O estudo do comportamento desviante: a contribuição da antropologia social”. In: Celso Castro; Karina Kuschnir & Hermano Vianna (eds.). Um antropólogo na cidade: ensaios de antropologia urbana. Rio de Janeiro: Zahar. pp. 36-51.
ZALUAR, Alba. 2002. “A guerra sem fim em alguns bairros do Rio de Janeiro”. Ciência e Cultura, 54(1):32-38. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/ cic/v54n1/ v54n1a19.pdf. Acesso em: 15/11/2013.

Downloads

Publicado

2018-02-19

Como Citar

Jr., Heitor Frúgoli, e Mariana Cavalcanti. 2018. “Territorialidades da(s) cracolândia(s) Em São Paulo E No Rio De Janeiro”. Anuário Antropológico 38 (2):73-97. https://periodicos.unb.br/index.php/anuarioantropologico/article/view/6858.

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.