Mudanças climáticas, mudanças antropológicas

Autores

  • Renzo Taddei Universidade Federal de São Paulo, Instituto do Mar, Santos, São Paulo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.4000/12yx0

Palavras-chave:

Modernidade, Transformações, Resiliência, Desigualdade

Resumo

A forma como as ciências modernas chamadas “da natureza” operam possui uma contradição estrutural importante. Quem pesquisa algo no mundo busca isolar a coisa estudada, para entender como ela se comporta ou como funciona, assumindo que o resto do mundo permanece constante. Ao mesmo tempo, o capitalismo moderno, irmão gêmeo da ciência, faz com que nada fique estável por muito tempo, como famosamente afirmou Marx, parafraseando Shakespeare: “tudo que é solido se desmancha no ar”. Marx se referia, principalmente, à ordem social e econômica. Até recentemente, ambas as coisas eram entendidas como elementos distintos da realidade: as ciências da natureza versam sobre o mundo material, enquanto Marx falava sobre construções sociais. Ocorre que, na atual fase do capitalismo industrial, o que se desmancha é muito mais do que os arranjos sociais e econômicos. É a própria solidez física das coisas; muitas vezes, não apenas no ar, mas pelo ar.

 

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Biografia do Autor

Renzo Taddei, Universidade Federal de São Paulo, Instituto do Mar, Santos, São Paulo, Brasil

Renzo Romano Taddei é professor associado de antropologia e estudos sociais da ciência e da tecnologia no Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo, onde atua também no Programa de Pós-Gradução em Ciências Sociais e no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia do Mar. É doutor em antropologia pela Columbia University. Bolsista de produtividade nível 2 do CNPq.

 

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Publicado

2024-12-18

Como Citar

Taddei, Renzo. 2024. “Mudanças climáticas, mudanças antropológicas”. Anuário Antropológico 49 (3):e-12yx0. https://doi.org/10.4000/12yx0.

Edição

Seção

Antropologias na Vida (Manuscrito de divulgação científica )