MISS FURY: A PRIMEIRA SUPER-HEROÍNA DE AUTORIA FEMININA

Autores

  • Jaqueline dos Santos Cunha UFG

DOI:

https://doi.org/10.26512/aguaviva.v5i1.28429

Palavras-chave:

Representação. Super-heroína. Autoria feminina.

Resumo

O presente trabalho discute sobre as rupturas e as continuidades no que toca à representação dos estereótipos femininos na produção quadrinística estadunidense Miss Fury (1941 - 1952), concebida como a primeira super-heroína de autoria feminina. Criação artística de June Tarpey Mills (1912, 1988), Miss Fury foi lançada na ocasião da Segunda Guerra Mundial. Neste momento de transformações sociais e culturais experimentado pelos EUA na metade do século XX, as mulheres foram levadas a contribuir com sua mão de obra nos mais variados cargos, inclusive nas forças armadas e na produção de histórias em quadrinhos. Desse modo, as histórias em quadrinhos, seguindo uma retórica de guerra, funcionavam como uma espécie de propagada do tipo de mulher que os Estados Unidos precisavam para aquele momento. É este papel que a referida super-heroína representa.

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Biografia do Autor

Jaqueline dos Santos Cunha, UFG

Pesquisadora de Histórias em Quadrinhos, é mestra em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal de Goiás - Regional Catalão (2016), graduada em Letras Português/Inglês pela Universidade Estadual de Goiás - Unidade de Inhumas (2007) e integrante da Associação de Pesquisadores de Arte Sequencial (ASPAS). Possui interesse em Literatura, Histórias em quadrinhos e estudos acerca das identidades de gênero e Sexualidade. 

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Publicado

2020-07-23

Como Citar

DOS SANTOS CUNHA, J. MISS FURY: A PRIMEIRA SUPER-HEROÍNA DE AUTORIA FEMININA. Revista Água Viva, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. DOI: 10.26512/aguaviva.v5i1.28429. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/28429. Acesso em: 3 jul. 2022.